Terapia periodontal reconstrutiva de dente comprometido para além do ápex - caso clínico

Póster de casos clínicos em peridodontologia por Mariana Soares Gomes, Pedro Teixeira Santos, Patrícia Manarte-Monteiro, Sandra Gavinha e Hélder Filipe Oliveira

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Mariana Soares Gomes Faculdade de Ciências da Saúde Universidade Fernando Pessoa
Pedro Teixeira Santos Faculdade de Ciências da Saúde Universidade Fernando Pessoa
Patrícia Manarte-Monteiro Faculdade de Ciências da Saúde Universidade Fernando Pessoa
Sandra Gavinha Faculdade de Ciências da Saúde Universidade Fernando Pessoa
Hélder Filipe Oliveira Faculdade de Ciências da Saúde Universidade Fernando Pessoa
Sala e-Posters, 14 de novembro de 2019, 15h30, póster nº 22 Candidato a prémio

Descrição do Caso Clínico: Paciente género masculino, 68 anos, não fumador, portador de diabetes mellitus tipo II, compareceu na consulta com queixa de abcessos recorrentes no dente 23. Após avaliação periodontal e realização de exames imagiológicos (ortopantomografia + radiografia periapical), observou-se uma perda total de inserção vestibular no dente 23, com Profundidades de Sondagem (PS) de 6mm em MV, >12mm em V e >12mm em DV, mobilidade grau III, não se detetando, no entanto, PS aumentadas nos dentes adjacentes.

Após tratamento periodontal não cirúrgico, seguiu-se uma discussão das várias opções terapêuticas, optando-se pela Terapia Periodontal Reconstrutiva (TPR) com recurso a Proteínas da Matriz de Esmalte (EMD), substituto ósseo (Bio-Oss) e membrana reabsorvível (Bio-Gide). Previamente à cirurgia foi realizado o tratamento endodôntico do dente em questão e a respetiva ferulização aos dentes vizinhos. Recomendações pós-operatórias e medicação foram prescritos. O período de follow-up é de 11 meses.

Discussão: Dentes com bolsas periodontais profundas e relacionados com defeitos infra-ósseos têm-se demonstrado um desafio clínico. Existem várias abordagens terapêuticas, no entanto, a TPR tem-se mostrado adequada na retenção e manutenção saudável dos mesmos com bons resultados a longo prazo. É um tratamento conservador, mas que exige um protocolo periodontal muito rigoroso.

Conclusões: A TPR pode ser utilizada com sucesso em dentes com mau prognóstico, associados a defeitos infra-ósseos até ou além do ápex e tem potencial para modificar o prognóstico dentário. Os resultados a médio prazo são promissores, no entanto, mais evidência científica nesta área é necessária.

Palavras-Chave: Defeitos infra-ósseos; Cirurgia reconstrutiva; Regeneração periodontal; Prognóstico; Dentes “sem esperança”

Congresso da OMD 2019
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