Tratamento ortodôntico-cirúrgico de classe III esquelética – caso clinico
Póster de casos clínicos em ortodontia por Gunel Kizi, Leonor Pereira, Sara Rua, Valter Alves e Ana Delgado
Descrição do Caso Clínico: Paciente do género masculino com 20 anos de idade compareceu na consulta assistencial de ortodontia da clínica universitária Egas Moniz, com o seguinte motivo da consulta “A parte de baixo está muito para a frente ” SIC.
Após análise clínica e radiográfica diagnosticou-se uma classe III dentária bilateral, trespasse horizontal e vertical diminuído, desvio da linha média inferior para a esquerda, perfil facial concavo e uma classe III esquelética. Após a obtenção do consentimento informado assinado, o tratamento consistiu na utilização de aparelho fixo bimaxilar associado a cirurgia ortognática.
Discussão: A decisão entre um tratamento ortodôntico e ortodôntico-cirúrgico provoca controvérsia entre os profissionais de saúde(11). Alguns autores defendem não ser possível alterar o crescimento e o desenvolvimento do complexo craniofacial e que o tratamento deste tipo de má-oclusão deve contemplar uma abordagem ortodôntico-cirúrgica logo após o fim da fase ativa de crescimento(3,6).
Outros autores, mesmo tendo em conta o componente hereditário da etiologia da classe III, defendem que é possível alterar o padrão e a direção de crescimento quando diagnosticado precocemente(11). Em pacientes adultos, que não apresentam potencial de crescimento, em que a alteração esquelética compromete a estética facial, o tratamento ortodôntico-cirúrgico é o mais indicado(11).
Um correto diagnóstico e uma execução adequada do plano de tratamento são dois fatores determinantes para uma estabilidade a longo prazo(4,8).
Conclusões: Com o tratamento ortodôntico associado à cirurgia ortognática, foi possível proporcionar resultados satisfatórios e estáveis para o doente.