Pista em compómero: como resolver uma mordida cruzada no setor anterior
Póster de casos clínicos em odontopediatria por Carolina Constança Ventura Ferreira de Almeida e Figueiredo, Juliana Isabel Fernandes da Silva, Carolina Miragaia Soares Bravo, Mariana Pinheiro Torres de Seabra e Andreia Sofia de Paiva Figueiredo
Descrição do Caso Clínico: Paciente do género feminino, com 11 anos de idade, aparece na consulta de Odontopediatria da Clínica Dentária Universitária da UCP numa consulta de rotina, negando queixas objetivas. Na realização da anamnese constatou-se que a paciente tem epilepsia e encontra-se medicada com Levetiracetam 5ml 2id.
Durante o exame intraoral foi diagnosticada uma mordida cruzada anterior unilateral entre os dentes 12 e 42. O overjet e o overbite são adequados e a paciente apresenta classe I molar bilateral.
Numa primeira fase foi realizada a impressão da arcada superior, para avaliar os diâmetros mesio-distais dos dentes 12 e 22. Foi encontrado um excesso de 0,5 mm, sendo o dente 12 maior do que o 22. Foi realizado stripping nas faces mesiais dos dentes 12 e 13 e construída a pista em compómero Twinky Star azul. A pista foi aderida à face vestibular dos dentes 42 e 43, com uma inclinação de 45, originando desoclusão posterior.
A avaliação do caso foi agendada para 4 semanas depois, onde se verificou que o dente já se encontrava descruzado.
Discussão: A utilização de pistas deve ser equacionada para tratar mordidas cruzadas de apenas uma peça dentária em crianças/jovens com classe I molar, sendo uma solução pouco dispendiosa, rápida e eficaz.
Conclusões: De entre todas as opções disponíveis para tratar estes casos, a utilização de pistas é mais simples e com um menor custo que um aparelho removível ou a utilização de aparelho fixo numa idade mais avançada.