Lesões benignas das glândulas salivares. A propósito de um caso clínico

Póster de casos clínicos em odontopediatria por Ana Coelho, Joana Castanho, Inês Cardoso Martins, João Lagrange e Paula Faria Marques

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Ana Coelho Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
Joana Castanho Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
Inês Cardoso Martins Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
João Lagrange Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
Paula Faria Marques Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
Hall dos Posters, 15 de novembro de 2019, 14h30 às 16h00, póster nº 58 Não candidato a prémio

Descrição do Caso Clínico: Paciente saudável, 8 anos de idade, sexo masculino, melanodérmico, compareceu na consulta de Odontopediatria da FMDUL, com queixas na zona sublingual.
O exame clínico intra-oral revelou a presença de uma tumefação translúcida, unilocular, mole e flutuante à palpação, localizada na região sublingual contígua ao 4º quadrante.

Os meios complementares de diagnóstico, uma ecografia ao pavimento oral, confirmaram a suspeita de uma lesão tipo rânula, associada à glândula salivar sublingual. Esta patologia pode ter causa traumática ou inflamatória, levando ao extravasamento de muco da glândula ou do ducto salivar.

A abordagem cirúrgica consistiu na drenagem e marsupialização da rânula, sem excisão da glândula sublingual associada. O tratamento foi realizado sob anestesia local infiltrativa.
Pretende-se apresentar uma das lesões orais que podem surgir na infância, descrever uma das técnicas de abordagem cirúrgica, discutindo vantagens e limitações.

Discussão: O tratamento recomendado da rânula consiste na excisão completa da lesão e glândula sublingual associada. Neste caso, optou-se por uma técnica de drenagem e marsupialização, sem excisão glandular, por ser uma abordagem conservadora, envolver menor risco cirúrgico, menor risco de hematoma, hemorragia ou lesão do nervo lingual.

Adicionalmente, o facto de se tratar de uma lesão primária num paciente infantil suportou a decisão terapêutica. A limitação desta técnica é o risco de recidiva. O paciente segue consultas de vigilância, de modo a diagnosticar uma possível recorrência.

Conclusões: A rânula é uma patologia benigna das glândulas salivares que pode ser tratada através de uma abordagem cirúrgica conservadora.

Congresso da OMD 2019
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