Bruxismo e substâncias estimulantes: café e chá – estudo observacional

Póster de investigação em oclusão por Catarina Oliveira, Carla Lourenço, Pedro Luís Crispim dos Santos, Maria Carlos Real Dias Quaresma e João Manuel Mendes Caramês

Autores
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Catarina Oliveira Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
Carla Lourenço Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
Pedro Luís Crispim dos Santos Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
Maria Carlos Real Dias Quaresma Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
João Manuel Mendes Caramês Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
Hall dos Posters, 15 de novembro de 2019, 09h00 às 10h30, póster nº 42 Não candidato a prémio

Introdução: Caracterizado pelo apertamento ou ranger dentário, o bruxismo é um hábito parafuncional que ocorre no estado de vigília e/ou no sono e que pode originar consequências prejudiciais. Embora a sua etiopatogenia não esteja bem definida, sabe-se que substâncias estimulantes podem constituir fatores de risco.

Objetivos: Observar se existe alguma relação entre o bruxismo e o uso de substâncias estimulantes como o café e chá.

Materiais e Métodos: Questionou-se acerca da frequência de consumo das substâncias em estudo aos pacientes bruxómanos que frequentaram consultas de ODTM na FMDUL, a propósito de uma tese de mestrado. Na análise estatística foi utilizado o SPSS IBM Statistics.

Resultados: Dos 35 participantes do estudo apenas 4 não consumiam chá ou café. Grande parte dos indivíduos admitiu consumir entre 1 e 2 cafés por dia, e não beber chá. No geral, observou-se uma tendência para o aumento de manifestações de bruxismo com o aumento do consumo de café.

Discussão: O café e o chá constituem as principais fontes de cafeína na dieta mas devido à inclusão somente de chá verde ou preto apenas foi possível observar relação com o café. Também foi questionado o consumo de bebidas energéticas porém nenhum participante admitiu o seu consumo.

Conclusões: São necessários mais estudos para validar a associação entre o consumo de cafeína e o bruxismo, não anulando o papel do Médico Dentista na deteção e neutralização de potenciais fatores de risco para o bruxismo.

Implicações clínicas: O médico dentista deve atuar na deteção e neutralização de potenciais fatores de risco prevenindo o desenvolvimento de bruxismo.

Congresso da OMD 2019
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