Bruxismo e substâncias estimulantes: café e chá – estudo observacional
Póster de investigação em oclusão por Catarina Oliveira, Carla Lourenço, Pedro Luís Crispim dos Santos, Maria Carlos Real Dias Quaresma e João Manuel Mendes Caramês
Introdução: Caracterizado pelo apertamento ou ranger dentário, o bruxismo é um hábito parafuncional que ocorre no estado de vigília e/ou no sono e que pode originar consequências prejudiciais. Embora a sua etiopatogenia não esteja bem definida, sabe-se que substâncias estimulantes podem constituir fatores de risco.
Objetivos: Observar se existe alguma relação entre o bruxismo e o uso de substâncias estimulantes como o café e chá.
Materiais e Métodos: Questionou-se acerca da frequência de consumo das substâncias em estudo aos pacientes bruxómanos que frequentaram consultas de ODTM na FMDUL, a propósito de uma tese de mestrado. Na análise estatística foi utilizado o SPSS IBM Statistics.
Resultados: Dos 35 participantes do estudo apenas 4 não consumiam chá ou café. Grande parte dos indivíduos admitiu consumir entre 1 e 2 cafés por dia, e não beber chá. No geral, observou-se uma tendência para o aumento de manifestações de bruxismo com o aumento do consumo de café.
Discussão: O café e o chá constituem as principais fontes de cafeína na dieta mas devido à inclusão somente de chá verde ou preto apenas foi possível observar relação com o café. Também foi questionado o consumo de bebidas energéticas porém nenhum participante admitiu o seu consumo.
Conclusões: São necessários mais estudos para validar a associação entre o consumo de cafeína e o bruxismo, não anulando o papel do Médico Dentista na deteção e neutralização de potenciais fatores de risco para o bruxismo.
Implicações clínicas: O médico dentista deve atuar na deteção e neutralização de potenciais fatores de risco prevenindo o desenvolvimento de bruxismo.