Disfunção temporomandibular, cefaleias e psicopatologia: um estudo de caracterização

Póster de investigação em oclusão por Vanessa Marcelino, Maria Paço, Teresa Pinho, Vera Margarida Seabra de Almeida e José Pereira Monteiro

Autores
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Vanessa Marcelino Instituto Universitário de Ciências da Saúde - CESPU
Maria Paço Instituto Universitário de Ciências da Saúde - CESPU
Teresa Pinho Instituto Universitário de Ciências da Saúde - CESPU
Vera Margarida Seabra de Almeida Instituto Universitário de Ciências da Saúde - CESPU
José Pereira Monteiro I3S
Hall dos Posters, 15 de novembro de 2019, 09h00 às 10h30, póster nº 40 Não candidato a prémio

Introdução: A disfunção temporomandibular (DTM) é a condição de dor crónica orofacial mais comum, estando descritas múltiplas comorbilidades associadas à dor cuja patofisiologia parece indicar a existência de mecanismos comuns.

Objetivos: Verificar se existe uma associação entre DTM, cefaleias e fatores psicossociais

Materiais e Métodos: Estudo observacional, transversal analítico com uma amostra de conveniência de 79 indivíduos adultos, ambos os sexos, com e sem diagnóstico de DTM. Todos os participantes foram avaliados através de um questionário (exame subjetivo e físico) baseado no Diagnostic criteria for temporomandibular disorders (DC-TMD) que tinha adicionalmente o Brief Symptom Inventory 18, o questionário de aceitação de dor crónica (CPAQ-8) e a escala de inflexibilidade psicológica na dor.

Resultados: Não existe associação entre DTM e cefaleias (p>0.05), embora se verificasse que cerca de 50% dos indivíduos com DTM apresentem concomitantemente cefaleias. A presença de DTM revelou maior inflexibilidade psicológica especificamente na dimensão fusão cognitiva (p<0.05) e a presença de cefaleias estava associada com valores mais elevados de somatização, ansiedade, depressão e inflexibilidade psicológica (p<0.05).

Verificou-se ainda que os participantes com níveis mais intensos de dor apresentam valores mais elevados de somatização, ansiedade e depressão assim como mais inflexibilidade (p<0.05)

Discussão: Não existe uma associação entre DTM e cefaleias mas que ambas as condições apresentavam uma associação com os fatores psicológicos

Conclusões: Não existe uma associação entre DTM e cefaleias mas que ambas as condições apresentavam uma associação com os fatores psicológicos

Implicações clínicas: Nos pacientes com DTM é fundamental a avaliação de comorbilidades, nomeadamente a presença de cefaleias e de fatores psicopatológicos

Congresso da OMD 2019
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