Atitudes dos professores da região sul perante um traumatismo dentário
Póster de investigação em medicina dentária preventiva por Maria Grego Esteves, Andreia Dionísio e Cristina Galamba Marreiros
Introdução: Os traumatismos dentários são situações de emergência que ocorrem frequentemente em crianças, podendo causar sequelas severas. Estes ocorrem, frequentemente nas escolas, pelo que os professores são os primeiros a atuar.
Objetivos: Caracterizar o perfil dos professores, a formação e conduta para traumatismos dentários.
Materiais e Métodos: A população-alvo foi constituída por professores de 107 agrupamentos. A recolha de dados foi realizada através de um questionário on-line. Foi realizada análise descritivas das variáveis no SPSS.
Resultados: A amostra foi constituída por 233 professores, com idade média de 53 anos, maioritariamente do sexo feminino e com formação em primeiros socorros (55%), mas apenas 6% destes com formação em traumatismos dentários,
Apesar de 35% já ter presenciado algum traumatismo dentário, 86% revelou que não se sentem preparados para auxiliar.
Após uma avulsão dentária a maioria (79%) procurava o fragmento e procedia à lavagem (54%) com água corrente (62,3%), contactando prioritariamente o INEM (35,2%).
Discussão: Os artigos publicados são escassos e com resultados semelhantes, apoiando que os professores possuem formação em primeiros socorros, mas reforçam a necessidade de formação em traumatismos dentários. Tal como neste estudo, em caso de avulsão os professores procuram o fragmento e lavam-no com água.
Conclusões: A maioria dos professores possui formação em primeiros socorros, com escassa referência aos traumatismos dentários, pelo que grande parte destes não se sentem preparados para auxiliar. Verifica-se a ausência de um protocolo definido para situações de traumatismos dentários
Implicações clínicas: A formação dos professores em traumatismos dentários permite diminuir as sequelas do traumatismo.