Reabsorção radicular como consequência do reimplante após avulsão dentária – revisão narrativa

Póster de revisão em endodontia por Ana Rita Santos, Joaquim Gonçalves, Valter Fernandes, Lígia Rocha e Ana de Sá Moreira

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Ana Rita Santos Instituto Universitário de Ciências da Saúde - CESPU
Joaquim Gonçalves Instituto Universitário de Ciências da Saúde - CESPU
Valter Fernandes Instituto Universitário de Ciências da Saúde - CESPU
Lígia Rocha Instituto Universitário de Ciências da Saúde - CESPU
Ana de Sá Moreira Instituto Universitário de Ciências da Saúde - CESPU
Hall dos Posters, 15 de novembro de 2019, 17h30 às 19h00, póster nº 75 Não candidato a prémio

Introdução: A avulsão dentária constitui um traumatismo raro (0,5-3%) com consequências graves. Ocorre com maior frequência nos incisivos superiores provocando um dano significativo da polpa e do ligamento periodontal.

O sucesso do reimplante é afetado por fatores que ocorrem imediatamente após o traumatismo. A incerteza do prognóstico e a falta de protocolos na literatura leva a que os clínicos, muitas vezes, optem pela não reimplantação.

Objetivos: O objetivo desta revisão é rever os protocolos e fatores de sucesso inerentes ao reimplante dentário.

Métodos: Foi realizada pesquisa bibliográfica, em Maio 2019, com as palavras chave “tooth avulsion”, “review”, “root reasorption” e “tooth injuries “nos motores de pesquisa PubMed e ScienceDirect.

Resultados: Foram encontrados vários case reports e estudos revisão. Os estudos apontam para uma elevada incidência da reabsorção por substituição (anquilose) após avulsão, seguida da reabsorção inflamatória, reabsorção de superfície e da reabsorção interna. A consequência mais grave da anquilose é o bloqueio do desenvolvimento ósseo do processo alveolar.

Conclusões: Após uma avulsão e reimplante, os dentes ficam sujeitos ao risco de infeção e reabsorção. A etiologia tem a ver com forte agressão ao cemento e periodonto e consequente processo homeostático de remodelação óssea. O sucesso está diretamente relacionado com a atitute imediata após traumatismo. O prognóstico, geralmente, é fraco.

Implicações clínicas: É fundamental que o médico dentista conheça os protocolos após traumatismo para poder minimizar os efeitos a longo prazo. No caso de já se deparar com processos avançados, o correto diagnóstico e temporização das intervenções são da maior importância.

Congresso da OMD 2019
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