Remoção de espigões de fibra de vidro, um desafio em endodontia

Póster de casos clínicos em endodontia por Carlos Morais, Inês Costa Miguel, Miguel Stanley, Inês Neto e Silva e Inês de Sousa Correia

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Carlos Morais Faculdade de Ciências da Saúde Universidade Fernando Pessoa
Inês Costa Miguel Instituto Universitário Egas Moniz
Miguel Stanley Instituto Universitário Egas Moniz
Inês Neto e Silva Instituto Universitário Egas Moniz
Inês de Sousa Correia Instituto Universitário Egas Moniz
Hall dos Posters, 15 de novembro de 2019, 11h00 às 12h00, póster nº 55 Não candidato a prémio

Descrição do Caso Clínico: O retratamento endodôntico não cirúrgico é uma opção terapêutica quando um dente previamente tratado apresenta sintomatologia ou sinais de patologia periapical. Para um correto procedimento, é essencial remover todos os materiais existentes no interior do sistema de canais. Quando existem meios retentivos, como espigões, o grau de dificuldade aumenta. Na maioria destes casos, recorremos a vibração ultrassónica para conseguir removê-los e aceder ao restante material obturador.

Pretendemos apresentar o retratamento endodôntico não cirúrgico de um primeiro molar superior esquerdo (2.6) com três espigões de fibra de vidro. Trata-se de um paciente saudável, sem antecedentes relevantes, com dor à mastigação. Após avaliação clínica e radiográfica, concluímos que o dente 26 apresentava um tratamento endodôntico prévio e uma periodontite apical sintomática associada.

Avançamos com o retratamento não cirúrgico e após o acesso endodôntico, procedemos à remoção dos espigões de fibra de vidro com recurso a vibração ultrassónica e magnificação microscópica.

Após a sua eliminação, desobturamos o sistema de canais com recurso a instrumentação mecanizada, procedemos com a localização do canal mesio-palatino e após permeabilização de todos os canais, procedemos com a instrumentação mecanizada e calibração, para posterior obturação termoplástica.

Discussão: Optámos pelo retratamento endodôntico não cirúrgico por estar descrita como uma abordagem menos invasiva e por possuirmos os recursos necessários para minimizar o risco de remoção dos espigões de fibra de vidro.

Conclusões: Foi possível remover os espigões de fibra de vidro e proceder ao retratamento endodôntico não cirúrgico, graças à utilização de pontas ultrassónicas e magnificação microscópica.

Congresso da OMD 2019
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