Estabilidade da cor após branqueamento dentário: uma revisão da literatura
Póster de revisão em materiais dentários por Carlota Simões, Inês Caetano Santos, António Sales Delgado e J. João Mendes
Introdução: O peróxido de hidrogénio afeta negativamente a estabilidade da cor após branqueamento dentário, devido às alterações que gera na superfície do esmalte. Os corantes, agentes antioxidantes e remineralizantes podem levar a uma alteração da estabilidade da cor.
Objetivos: Rever e analisar estudos in vitro que avaliem o efeito dos corantes alimentares, agentes antioxidantes e remineralizantes na estabilidade da cor, após branqueamento dentário.
Métodos: A estratégia de pesquisa foi realizada na base da dados eletrónica PubMed/Medline, utilizando os termos de pesquisa: “antioxidant agent”, “remineralizing agent”, “tooth bleaching” e “color stability”.
Os critérios de inclusão consistiram em estudos in vitro de espectrofotometria, publicados entre 2008 e 2019. O processo de seleção seguiu o método PRISMA statement flowchart, tendo sido efetuado por dois revisores independentes.
Resultados: Após pesquisa preliminar foram encontrados, no total, 200 estudos. Destes apenas 6 cumpriram os critérios de inclusão definidos. A maioria focou-se na estabilidade da cor.
Conclusões: Os alimentos com corantes afetam a estabilidade da cor, de uma forma não significativa. O tratamento da superfície dentária com agentes antioxidantes contribui para um aumento da estabilidade da cor.
A utilização de agentes remineralizantes é mais controversa: alguns autores afirmam que contribuem para uma maior estabilidade. No entanto, outros estudos referem não afetar a estabilidade da cor, após o branqueamento dentário.
Implicações clínicas: A realização do branqueamento dentário, torna a superfície do esmalte mais suscetível a alterações na estabilidade da cor. É fundamental conhecer os agentes capazes de alterar essa suscetibilidade, a fim de obter um efeito branqueador mais prolongado.