Avaliação da qualidade e eficácia dos fotopolimerizadores na Clínica da UCP - Viseu
Póster de investigação em materiais dentários por Rodrigo Braga, Carlos Ferreira de Almeida e Rita Noites
Introdução: De acordo com a literatura, é necessária uma intensidade mínima de 300 mW/cm2 para se realizar uma polimerização fiável. Numa era da medicina dentária baseada cada vez mais na adesão e com materiais fotopolimerizavéis é fundamental que a luz possua as melhores condições
Objetivos: Avaliar o desempenho dos aparelhos fotopolimerizadores da Clínica da UCP – Viseu.
Materiais e Métodos: Recorrendo a dois radiómetros digitais, avaliou-se a radiância debitada por cada fotopolimerizador em mili-watts por centímetro quadrado (mW/cm2). Utilizou-se um radiómetro SDI Led Radiometer (SDI, Austrália) e um radiómetro Led Radiometer (Woodpecker, China).
No caso de fotopolimerizadores de quartzo-tungsténio-halogénio (QTH) foram realizadas três exposições prévias de 60 segundos consecutivas com intervalo de 1 segundo de descanso. Para as unidades LED foram efetuadas três leituras para cada aparelho. Para cada aparelho foram testados os tempos de polimerização de 20 segundos.
Resultados: Foram avaliados 18 aparelhos sendo 47% de QTH e 53% de LED. Existem danos presentes em 23.5% das unidades analisadas e que a presença de resíduos na sua ponteira ocorre em cerca de 42%.
O valor de intensidade da luz emitida é de 175 mW/cm2 nos de QTH e de 1190 mW/cm2 para os LED (p<0.005).
Discussão: Na Clínica Universitária, apenas unidades de LED devem ser usadas. Os resultados das unidades de LED permitem que a fotopolimerização ocorra dentro dos parâmetros internacionalmente aceitos.
Conclusões: Na Clínica Universitária deveriam apenas ser usados fotopolimerizadores LED. Os resultados dos fotopolimerizadores LED permitem que a fotopolimerização possa decorrer dentro dos parâmetros internacionalmente aceites.
Implicações clínicas: Suspensão da utilização de fotopolimerizadores de QTH