Exposição cirúrgica de dentes maxilares inclusos: série de casos
Póster de casos clínicos em cirurgia oral por Ana Rita Fradinho, Tiago Rodrigues, Rita Lamas, João Gomes e Paulo Mascarenhas
Descrição do Caso Clínico: Serão apresentados casos clínicos de impactação dentária de caninos e incisivo central superiores.
Após exame clínico e radiográfico, avaliou-se a necessidade de optimizar os tecidos moles, tendo sido efetuada a frenotomia num dos casos. Posteriormente utilizou-se técnica fechada ou aberta para a exposição dentária. Na técnica fechada, após a elevação de retalho de espessura total, foi identificado o dente, efectuada osteotomia ao redor da coroa, e colado um botão ortodôntico, ao qual um arame foi fixado, atravessando a mucosa do palato.
O retalho foi suturado e o arco ortodôntico ativado. Na técnica aberta foi deixada uma janela pela qual passou este arame.
Discussão: Segundo Ericson e Kurol (1988), a incidência de caninos inclusos por palatino é de 85% vs por vestibular (15%), e a prevalência de incisivos centrais superiores inclusos é de 2,6%. Estes doentes foram tratados com uma abordagem por técnica fechada ou aberta. Segundo Sfeir et al., (2018) a primeira apresenta melhores resultados estéticos e periodontais, e segundo Becker (2012) a segunda apresenta a vantagem de ter acesso direto, após cicatrização, ao dente.
Conclusões: O sucesso da exposição cirúrgica de dentes maxilares impactados depende do correto diagnóstico e planeamento, após avaliação clínica e radiográfica. A localização (palatina/vestibular), a posição (apical/coronal), a quantidade de gengiva queratinizada e a relação com a linha mucogengival, são fundamentais na decisão terapêutica.
Os parâmetros que guiaram a escolha da técnica foram o posicionamento apical destes dentes, bem como a direção da força a aplicar durante o início da tração ortodôntica.