MicroRNAs como biomarcadores no cancro oral - revisão narrativa da literatura
Póster de revisão em biologia oral por Catarina Alexandre Rodrigues, Carlos Palmeira, Joana M. O. Santos, Pedro Valente de Sousa e Lúcio Lara Santos
Introdução: O cancro oral representa o sexto cancro mais frequente no Mundo, com índices de mortalidade elevados, devido, em parte, ao seu diagnóstico tardio. Para contrariar este facto, novas formas de diagnóstico e de prognóstico desta patologia têm sido avaliadas. Os microRNAs, que se encontram desregulados no cancro oral, têm despertado interesse enquanto novos biomarcadores da carcinogénese oral.
Objetivos: Analisar o papel dos microRNAs no cancro oral, indicando alguns dos mais desregulados e verificar o seu potencial como biomarcadores de diagnóstico precoce e prognóstico nesta doença.
Métodos: Pesquisa realizada na base de dados PubMed/MEDLINE, utilizando os termos de pesquisa: microRNA; biomarkers; oral cancer, articuladas com o marcador “AND”. Os critérios de inclusão consideraram artigos com amostras humanas, redigidos em Inglês, publicados entre 2009 e 2019.
Resultados: 255 artigos foram encontrados e 65 artigos selecionados para leitura integral, tendo sido utilizados 12, por respeitarem os critérios de inclusão e exclusão. Todos focaram nas desregulações dos miRNAs e estas foram descritas quanto ao tipo de amostra analisado, à expressão no cancro oral e papel na carcinogénese.
Conclusões: Foi possível concluir que os microRNAs constituem bons biomarcadores de deteção precoce e prognóstico do cancro oral, podendo vir a ser uma ferramenta bastante útil. No entanto, aconselha-se a realização de mais estudos, para posterior implementação clínica.
Implicações clínicas: A aplicação recorrente dos miRNAs na prática clínica para diagnóstico precoce e prognóstico do cancro oral parece estar cada vez mais próxima, havendo a expectativa de diminuir a mortalidade associada ao diagnóstico tardio e aumentar a qualidade de vida dos doentes.