MicroRNAs como biomarcadores no cancro oral - revisão narrativa da literatura

Póster de revisão em biologia oral por Catarina Alexandre Rodrigues, Carlos Palmeira, Joana M. O. Santos, Pedro Valente de Sousa e Lúcio Lara Santos

Autores
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Catarina Alexandre Rodrigues Faculdade de Ciências da Saúde Universidade Fernando Pessoa
Carlos Palmeira Instituto Português de Oncologia - Porto
Joana M. O. Santos Instituto Português de Oncologia - Porto
Pedro Valente de Sousa Faculdade de Ciências da Saúde Universidade Fernando Pessoa
Lúcio Lara Santos Instituto Português de Oncologia - Porto
Sala e-Posters, 14 de novembro de 2019, 17h30, póster nº 25 Candidato a prémio

Introdução: O cancro oral representa o sexto cancro mais frequente no Mundo, com índices de mortalidade elevados, devido, em parte, ao seu diagnóstico tardio. Para contrariar este facto, novas formas de diagnóstico e de prognóstico desta patologia têm sido avaliadas. Os microRNAs, que se encontram desregulados no cancro oral, têm despertado interesse enquanto novos biomarcadores da carcinogénese oral.

Objetivos: Analisar o papel dos microRNAs no cancro oral, indicando alguns dos mais desregulados e verificar o seu potencial como biomarcadores de diagnóstico precoce e prognóstico nesta doença.

Métodos: Pesquisa realizada na base de dados PubMed/MEDLINE, utilizando os termos de pesquisa: microRNA; biomarkers; oral cancer, articuladas com o marcador “AND”. Os critérios de inclusão consideraram artigos com amostras humanas, redigidos em Inglês, publicados entre 2009 e 2019.

Resultados: 255 artigos foram encontrados e 65 artigos selecionados para leitura integral, tendo sido utilizados 12, por respeitarem os critérios de inclusão e exclusão. Todos focaram nas desregulações dos miRNAs e estas foram descritas quanto ao tipo de amostra analisado, à expressão no cancro oral e papel na carcinogénese.

Conclusões: Foi possível concluir que os microRNAs constituem bons biomarcadores de deteção precoce e prognóstico do cancro oral, podendo vir a ser uma ferramenta bastante útil. No entanto, aconselha-se a realização de mais estudos, para posterior implementação clínica.

Implicações clínicas: A aplicação recorrente dos miRNAs na prática clínica para diagnóstico precoce e prognóstico do cancro oral parece estar cada vez mais próxima, havendo a expectativa de diminuir a mortalidade associada ao diagnóstico tardio e aumentar a qualidade de vida dos doentes.

Congresso da OMD 2019
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