Patrícia Diogo
IA na decisão clínica em Endodontia | Algoritmos no diagnóstico pulpar: evolução ou dependência perigosa?
- Prática clínica privada exclusiva em Endodontia desde 2014.
- Professora Auxiliar Convidada de Endodontia I e III; Curso de Especialização em Endodontia e Microbiologia Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (2011 – presente).
- Membro Certificado da Sociedade Europeia de Endodontia (ESE 10205).
- Sócio da Sociedade Portuguesa de Endodontologia (SPE 042).
- Mestre em Medicina Dentária pela Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (2011).
- Doutorada em Ciências da Saúde pela Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (2018).
- Pós-graduada em Cirurgia de Dentes Inclusos pelo Instituto Universitário Egas Moniz (2019).
- Membro do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC), grupo da Microbiologia Médica.
- Membro do Centro de Investigação e Inovação em Ciências Dentárias (CIROS).
- Membro do Conselho Científico do Jornal Europeu de Endodontia.
Nacionalidade: Portugal
Áreas científicas: Endodontia
Auditório B
Resumo da conferência
Os algoritmos aplicados ao diagnóstico pulpar representam uma das maiores evoluções tecnológicas na Endodontia contemporânea. Através da Inteligência Artificial (IA) e da análise automatizada de dados clínicos e radiográficos, estes sistemas tentam auxiliar profissionalmente na identificação de alterações pulpares com maior rapidez e precisão.
A integração de informações como sinais clínicos, sintomatologia do utente, testes de sensibilidade e vitalidade pulpar, exames radiográficos e história clínica do utente com a anamnese devidamente preenchida permitem a elaboração de diagnósticos mais padronizados e consequente redução de atos iatrogénicos e erros humanos.
Entretanto, o uso excessivo destes algoritmos também levanta preocupações importantes. Um dos principais riscos é a dependência tecnológica, que pode comprometer o raciocínio clínico do Endodontista. O diagnóstico pulpar envolve fatores subjetivos (como a perceção da dor e comportamento do utente) e interpretação clínica por parte do Endodontista. Elementos que ainda não são totalmente compreendidos por sistemas automatizados.
Dessa forma, confiar exclusivamente em algoritmos pode levar a diagnósticos incorretos, especialmente em situações atípicas ou mais complexas.
Outro ponto relevante é a chamada “caixa-preta” da IA, em que o profissional recebe um resultado sem compreender claramente os critérios utilizados pelo sistema para chegar à conclusão diagnóstica. Isso gera debates éticos e científicos sobre responsabilidade profissional e segurança clínica.
Assim, os algoritmos devem ser vistos como ferramentas auxiliares e não substitutos do conhecimento humano. A combinação entre tecnologia e experiência clínica tende a proporcionar diagnósticos mais seguros, eficientes e precisos. Portanto, o desafio atual não está em escolher entre tecnologia ou prática clínica, mas em encontrar um equilíbrio que permita utilizar os benefícios da IA sem comprometer a autonomia e o pensamento crítico do profissional de saúde oral.
Esta apresentação pretende capacitar os profissionais com conhecimentos validados pela ciência e perspetivas que lhes permitam acompanhar esta transformação de forma crítica, informada e estratégica, mantendo sempre como prioridade no diagnóstico pulpar a excelência clínica e o bem-estar do doente.
A integração de informações como sinais clínicos, sintomatologia do utente, testes de sensibilidade e vitalidade pulpar, exames radiográficos e história clínica do utente com a anamnese devidamente preenchida permitem a elaboração de diagnósticos mais padronizados e consequente redução de atos iatrogénicos e erros humanos.
Entretanto, o uso excessivo destes algoritmos também levanta preocupações importantes. Um dos principais riscos é a dependência tecnológica, que pode comprometer o raciocínio clínico do Endodontista. O diagnóstico pulpar envolve fatores subjetivos (como a perceção da dor e comportamento do utente) e interpretação clínica por parte do Endodontista. Elementos que ainda não são totalmente compreendidos por sistemas automatizados.
Dessa forma, confiar exclusivamente em algoritmos pode levar a diagnósticos incorretos, especialmente em situações atípicas ou mais complexas.
Outro ponto relevante é a chamada “caixa-preta” da IA, em que o profissional recebe um resultado sem compreender claramente os critérios utilizados pelo sistema para chegar à conclusão diagnóstica. Isso gera debates éticos e científicos sobre responsabilidade profissional e segurança clínica.
Assim, os algoritmos devem ser vistos como ferramentas auxiliares e não substitutos do conhecimento humano. A combinação entre tecnologia e experiência clínica tende a proporcionar diagnósticos mais seguros, eficientes e precisos. Portanto, o desafio atual não está em escolher entre tecnologia ou prática clínica, mas em encontrar um equilíbrio que permita utilizar os benefícios da IA sem comprometer a autonomia e o pensamento crítico do profissional de saúde oral.
Esta apresentação pretende capacitar os profissionais com conhecimentos validados pela ciência e perspetivas que lhes permitam acompanhar esta transformação de forma crítica, informada e estratégica, mantendo sempre como prioridade no diagnóstico pulpar a excelência clínica e o bem-estar do doente.