João Fagulha
IA na decisão clínica em endodontia | Instrumentação endodôntica na era da inteligência artificial: do planeamento à execução assistida, realidade atual e futuro próximo
- Mestrado Integrado em Medicina Dentária Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (2013).
- Curso modular de Endodontia (4 Módulos) “EndoAcademy”, 2013.
- Curso de Pós-graduação em Endodontia, 8ª Edição (janeiro de 2017 a janeiro de 2018).
- Key opinion leader pela VDW (2018-2020).
- Formador no curso de Instrumentação e obturação em Endodontia - Ordem dos Médicos Dentistas - Formação Contínua (2020).
- Formador de Curso Endodontia - Insidendo desde 2019 até ao momento.
- Key opinion leader pela Bondent desde 2021 - cursos nacionais e internacionais.
- Palestrante convidado da Pós-graduação de Endodontia - Instituto Universitário de Ciências da Saúde – CESPU em 2021 e 2023.
- Palestrante no Congresso Internacional NEAB 2024, Salvador da Bahia, Brasil.
- Palestrante convidado do Master de Endodontia da Faculdade de Madrid, UCAM desde 2024 até ao momento.
Nacionalidade: Portugal
Áreas científicas: Endodontia
Auditório B
Resumo da conferência
A integração da inteligência artificial (IA) em Medicina Dentária está a transformar a abordagem ao tratamento endodôntico, oferecendo novas ferramentas de apoio à decisão clínica, ao planeamento e à execução dos procedimentos.
Os métodos radiográficos convencionais (radiografias periapicais) apresentam limitações, sobretudo na deteção de lesões periapicais. A utilização da tomografia computadorizada de feixe cónico (CBCT) tornou‑se fundamental para auxiliar o diagnóstico.
Nesse contexto, a inteligência artificial (IA) tem emergido como uma ferramenta promissora na área da Endodontia. Atualmente, modelos de IA têm vindo a demonstrar potencial na análise de exames imagiológicos, nomeadamente tomografia computorizada de feixe cónico (CBCT) e radiografias periapicais, permitindo uma identificação mais precisa da anatomia dos canais radiculares, na detecção e classificação de lesões periapicais, da complexidade morfológica e de potenciais dificuldades técnicas.
Para além do diagnóstico e planeamento, os avanços em algoritmos de aprendizagem automática e em sistemas de navegação assistida abrem caminho para uma instrumentação mais previsível, segura e conservadora. Estas tecnologias podem contribuir para a seleção do protocolo de instrumentação mais adequados, otimizar a preservação da estrutura dentária e reduzir o risco de erros iatrogénicos.
Durante a minha palestra pretendo apresentar uma revisão sobre o papel da inteligência artificial no tratamento endodôntico, abordando as suas aplicações atuais, os benefícios clínicos, as limitações existentes e as perspetivas futuras. Serão discutidas as evidências científicas mais recentes, bem como os desafios relacionados com a validação clínica, a integração entre diferentes tecnologias digitais, as questões éticas e a necessidade de supervisão pelo médico dentista.
Conclui-se que a inteligência artificial constitui uma ferramenta de elevado potencial para apoiar o clínico em todas as etapas das tratamento endodôntico, desde o planeamento até à execução, promovendo maior previsibilidade, segurança e personalização do tratamento. Contudo, a sua implementação deverá complementar, e não substituir, o julgamento clínico e a experiência do profissional.
Os métodos radiográficos convencionais (radiografias periapicais) apresentam limitações, sobretudo na deteção de lesões periapicais. A utilização da tomografia computadorizada de feixe cónico (CBCT) tornou‑se fundamental para auxiliar o diagnóstico.
Nesse contexto, a inteligência artificial (IA) tem emergido como uma ferramenta promissora na área da Endodontia. Atualmente, modelos de IA têm vindo a demonstrar potencial na análise de exames imagiológicos, nomeadamente tomografia computorizada de feixe cónico (CBCT) e radiografias periapicais, permitindo uma identificação mais precisa da anatomia dos canais radiculares, na detecção e classificação de lesões periapicais, da complexidade morfológica e de potenciais dificuldades técnicas.
Para além do diagnóstico e planeamento, os avanços em algoritmos de aprendizagem automática e em sistemas de navegação assistida abrem caminho para uma instrumentação mais previsível, segura e conservadora. Estas tecnologias podem contribuir para a seleção do protocolo de instrumentação mais adequados, otimizar a preservação da estrutura dentária e reduzir o risco de erros iatrogénicos.
Durante a minha palestra pretendo apresentar uma revisão sobre o papel da inteligência artificial no tratamento endodôntico, abordando as suas aplicações atuais, os benefícios clínicos, as limitações existentes e as perspetivas futuras. Serão discutidas as evidências científicas mais recentes, bem como os desafios relacionados com a validação clínica, a integração entre diferentes tecnologias digitais, as questões éticas e a necessidade de supervisão pelo médico dentista.
Conclui-se que a inteligência artificial constitui uma ferramenta de elevado potencial para apoiar o clínico em todas as etapas das tratamento endodôntico, desde o planeamento até à execução, promovendo maior previsibilidade, segurança e personalização do tratamento. Contudo, a sua implementação deverá complementar, e não substituir, o julgamento clínico e a experiência do profissional.