Joana A. Marques
Resolução de problemas | Reabilitação adesiva em dentes endodonciados: novo paradigma
- Médica dentista com a cédula profissional nº11050 da Ordem dos Médicos Dentistas (OMD).
- Mestrado Integrado em Medicina Dentária pela Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC).
- Doutorada pelo Programa de Doutoramento em Ciências da Saúde da FMUC.
- Assistente Convidada do Instituto de Odontopediatria e Medicina Dentária Preventiva da FMUC.
- Membro Colaborador do Centro de Investigação e Inovação em Ciências Dentárias (CIROS) da FMUC.
- Membro Efetivo do Conselho Geral da OMD.
- Membro do Grupo de Trabalho de Estudos e Inquéritos em Medicina Dentária da OMD.
- Vice-presidente (Centro) da Sociedade Portuguesa de Endodontologia (SPE).
- Vice-presidente do Gen Z Committee da European Academy of Digital Dentistry (EADD).
Nacionalidade: Portugal
Áreas científicas: Dentisteria Operatória
Auditório A
Resumo da conferência
A restauração do dente endodonciado representa um dos maiores desafios clínicos da reabilitação oral contemporânea.
O prognóstico a longo prazo depende não só de uma adequada preparação químico-mecânica e de uma obturação tridimensional, mas também, de forma crítica, da qualidade do selamento coronário e da capacidade de restabelecer função, estética e resistência biomecânica, preservando simultaneamente a estrutura dentária remanescente.
Apesar da evolução dos materiais e técnicas restauradoras, a falha restauradora continua a constituir uma das principais causas de insucesso do tratamento endodôntico.
A sequência clínica convencional prevê a realização da restauração adesiva definitiva apenas após a conclusão do tratamento endodôntico.
Esta abordagem condiciona o estado do substrato ao qual se adere, uma vez que a dentina coronária é exposta a diversos materiais utilizados durante a endodontia, nomeadamente irrigantes, medicação intracanalar, materiais provisórios e cimentos endodônticos.
Embora indispensáveis ao sucesso endodôntico, estes agentes modificam as características da dentina e podem comprometer a previsibilidade da interface adesiva.
Deste modo, o substrato disponível para a adesão da restauração final difere substancialmente da dentina recém-preparada inicialmente exposta durante o acesso endodôntico.
Neste contexto, é proposto o selamento dentinário pré-endodôntico, uma técnica que permite selar a dentina coronária imediatamente após a preparação da cavidade de acesso e antes do início da preparação químico-mecânica.
A adesão é, assim, realizada sobre dentina coronária recém-preparada, quando o substrato se encontra mais favorável, protegendo-a simultaneamente da contaminação durante o tratamento endodôntico subsequente. O racional assenta em três princípios: preservar o substrato dentinário, otimizar a interface adesiva e aumentar a previsibilidade restauradora.
Esta conferência abordará um novo paradigma da reabilitação adesiva de dentes endodonciados, explorando a sua fundamentação biológica, a evidência científica atualmente disponível e as potenciais vantagens clínicas da sua aplicação.
Como foco principal, será apresentado um protocolo clínico passo-a-passo, clarificando quando, porquê e como integrar o selamento dentinário pré-endodôntico no fluxo de trabalho endodôntico-restaurador.
O prognóstico a longo prazo depende não só de uma adequada preparação químico-mecânica e de uma obturação tridimensional, mas também, de forma crítica, da qualidade do selamento coronário e da capacidade de restabelecer função, estética e resistência biomecânica, preservando simultaneamente a estrutura dentária remanescente.
Apesar da evolução dos materiais e técnicas restauradoras, a falha restauradora continua a constituir uma das principais causas de insucesso do tratamento endodôntico.
A sequência clínica convencional prevê a realização da restauração adesiva definitiva apenas após a conclusão do tratamento endodôntico.
Esta abordagem condiciona o estado do substrato ao qual se adere, uma vez que a dentina coronária é exposta a diversos materiais utilizados durante a endodontia, nomeadamente irrigantes, medicação intracanalar, materiais provisórios e cimentos endodônticos.
Embora indispensáveis ao sucesso endodôntico, estes agentes modificam as características da dentina e podem comprometer a previsibilidade da interface adesiva.
Deste modo, o substrato disponível para a adesão da restauração final difere substancialmente da dentina recém-preparada inicialmente exposta durante o acesso endodôntico.
Neste contexto, é proposto o selamento dentinário pré-endodôntico, uma técnica que permite selar a dentina coronária imediatamente após a preparação da cavidade de acesso e antes do início da preparação químico-mecânica.
A adesão é, assim, realizada sobre dentina coronária recém-preparada, quando o substrato se encontra mais favorável, protegendo-a simultaneamente da contaminação durante o tratamento endodôntico subsequente. O racional assenta em três princípios: preservar o substrato dentinário, otimizar a interface adesiva e aumentar a previsibilidade restauradora.
Esta conferência abordará um novo paradigma da reabilitação adesiva de dentes endodonciados, explorando a sua fundamentação biológica, a evidência científica atualmente disponível e as potenciais vantagens clínicas da sua aplicação.
Como foco principal, será apresentado um protocolo clínico passo-a-passo, clarificando quando, porquê e como integrar o selamento dentinário pré-endodôntico no fluxo de trabalho endodôntico-restaurador.