Francisco Azevedo Coutinho
Analgesia em cirurgia na cavidade oral: esquemas terapêuticos | Analgesia por tipo de ato cirúrgico em medicina dentária
- Mestrado Integrado em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, 2014.
- Internato de formação específica em Estomatologia no Centro Hospitalar Universitário de São João (Porto), 2016-2020.
- Assistente Hospitalar de Estomatologia (2021 – presente), Clínica Universitária de Estomatologia da Unidade Local de Saúde de Santa Maria.
- Responsável pela consulta de Cirurgia Ortognática e Sono; Corresponsável pela área de Malformações Craniofaciais e Fendas Labiopalatinas.
- Assistente convidado da Faculdade de Medicina de Lisboa.
- Formador e orador convidado de múltiplos cursos e congressos nas áreas de Malformações Craniofaciais, Cirurgia Ortognática e Medicina do Sono.
- Atividade clínica privada na Clínica Dr. Pedro Paul no Porto, e no Instituto Português da Face em Lisboa.
Nacionalidade: Portugal
Áreas científicas: Terapêutica e farmacologia
Sala 1
Resumo da conferência
A dor pós-operatória é uma das principais preocupações do doente após procedimentos dentários, influenciando diretamente a recuperação, a satisfação e a adesão terapêutica do doente. Contudo, a abordagem analgésica permanece frequentemente empírica e pouco individualizada em função do tipo de procedimento realizado.
Esta apresentação pretende propor uma abordagem racional e baseada na evidência para o controlo da dor em cirurgia oral, partindo dos mecanismos neurobiológicos da nocicepção orofacial. São revistos os principais recetores nociceptivos presentes nos diferentes tecidos — polpa dentária, periodonto, tecidos moles e osso alveolar —, bem como as particularidades anatómicas da região oral que condicionam a intensidade e a localização da dor percebida.
Com base neste enquadramento fisiopatológico, é apresentada uma proposta de esquema analgésico escalonado e individualizado de acordo com o procedimento: cirurgia de tecidos moles, extrações dentárias simples e complexas, alveolite pós-extração, cirurgia de implantes, cirurgias ósseas com regeneração guiada, e cirurgia major orofacial.
São discutidas as opções farmacológicas de primeira linha, os esquemas combinados de analgesia multimodal, e o papel dos opióides nas situações de maior intensidade álgica. São ainda abordadas medidas adjuvantes com evidência crescente, como os concentrados de fatores de crescimento autólogos, o laser de baixa intensidade e a crioterapia local, bem como a importância da analgesia preemptiva e do controlo da ansiedade pré-operatória.
O objetivo final é fornecer ao médico dentista um protocolo claro e adaptável, que permita antecipar e controlar eficazmente a dor pós-cirúrgica, reduzir o consumo de analgésicos de resgate e melhorar a experiência global do doente.
Esta apresentação pretende propor uma abordagem racional e baseada na evidência para o controlo da dor em cirurgia oral, partindo dos mecanismos neurobiológicos da nocicepção orofacial. São revistos os principais recetores nociceptivos presentes nos diferentes tecidos — polpa dentária, periodonto, tecidos moles e osso alveolar —, bem como as particularidades anatómicas da região oral que condicionam a intensidade e a localização da dor percebida.
Com base neste enquadramento fisiopatológico, é apresentada uma proposta de esquema analgésico escalonado e individualizado de acordo com o procedimento: cirurgia de tecidos moles, extrações dentárias simples e complexas, alveolite pós-extração, cirurgia de implantes, cirurgias ósseas com regeneração guiada, e cirurgia major orofacial.
São discutidas as opções farmacológicas de primeira linha, os esquemas combinados de analgesia multimodal, e o papel dos opióides nas situações de maior intensidade álgica. São ainda abordadas medidas adjuvantes com evidência crescente, como os concentrados de fatores de crescimento autólogos, o laser de baixa intensidade e a crioterapia local, bem como a importância da analgesia preemptiva e do controlo da ansiedade pré-operatória.
O objetivo final é fornecer ao médico dentista um protocolo claro e adaptável, que permita antecipar e controlar eficazmente a dor pós-cirúrgica, reduzir o consumo de analgésicos de resgate e melhorar a experiência global do doente.