Neusa Silva
Plasma frio – a aurora boreal da medicina dentária
- Estudante de Doutoramento em Ciências e Tecnologias de Saúde, Universidade de Lisboa, Portugal
- Mestrado em Biotecnologia e Biomedicina, Universidade de Jaén, Espanha
- Licenciatura em Ciências Biológicas – Percurso Saúde, Universidade de Cabo Verde, Cabo Verde
Nacionalidade: Cabo Verde
Áreas científicas: Inovações em medicina dentária
10 de novembro, às 18h05
Sala 2
Resumo da conferência
O plasma é quatro estado da matéria e o mais comum, representando quase 99% de toda a matéria. É produzido adicionando energia a um gás, tornando-o parcialmente ionizado, caraterizado pela presença de espécies reativas.
A classificação do plasma mais habitualmente utilizada tem como base o equilíbrio térmico, que se divide em plasma quase térmico, térmico, e não térmico (ou plasma frio).
O plasma tem sido com sucesso em áreas médicas, como a dermatologia, para o rejuvenescimento da pele e a cicatrização de feridas. Na medicina dentária o plasma frio apresenta o potencial de colmatar as limitações das terapêuticas e tecnologias existentes, melhorando os desfechos clínicos e o conforto do paciente.
A atividade regenerativa do plasma frio em tecidos orais tem sido amplamente estudada, com resultados significativos tanto em estudos in vitro como in vivo. Por outro lado, a sua atividade antimicrobiana contra vários microrganismos tem mostrado resultados promissores.
Existem já no mercado dispositivos certificados para uso médico do plasma frio, no entanto estes apresentam limitações, estando vários protótipos em desenvolvimento.
Nesta apresentação serão discutidas as muitas aplicações potenciais do Plasma frio à Medicina dentária e a base de evidência que as sustenta. Serão também apresentadas as perspetivas futuras desta tecnologia e os desafios na sua translação à prática clínica.