Pedro M. Cruz
Remodelação óssea dos maxilares: influência dos bifosfonatos e anticorpos monoclonais
- Médico Interno de Oncologia Médica no Instituto Português de Oncologia do Porto (IPO-Porto).
- Aluno de Doutoramento no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS).
- Melhor aluno do curso de Medicina 2012/2018, da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.
Nacionalidade: Portugal
Áreas científicas: Cirurgia oral
9 de novembro, de 17h30 às 18h00
Auditório B
Resumo da conferência
Os bifosfonatos e os anticorpos monoclonais são frequentemente usados na prática clínica, incluindo no tratamento de osteoporose, da perda óssea associada à ablação hormonal ou ao corticoide sistémico de longo prazo, de metástases ósseas, de mieloma múltiplo ou de hipercalcemia.
A osteonecrose da mandíbula é um dos seus conhecidos efeitos secundários possíveis, sendo potencialmente grave e de fisiopatologia não totalmente compreendida, pelo que a sua prevenção é fundamental. Esta consiste essencialmente em cuidados dentários preventivos, bons cuidados de higiene oral e vigilância dentária.
Serão revistas nesta conferência as indicações para o uso destes agentes e respetiva duração, a sua perspetiva histórica, os seus mecanismos farmacológicos, incluindo farmacocinética e farmacodinâmica, os critérios diagnósticos de osteonecrose da mandíbula e respetiva classificação de gravidade, segundo as principais sociedades científicas internacionais, a apresentação clínica da osteonecrose da mandíbula, sua incidência, principais modelos de fisiopatologia, fatores de risco locais e sistémicos, prevenção, tratamento e prognóstico, bem como os cuidados a ter para a realização de procedimentos dentários necessários em doentes sob estes tratamentos.