Diferentes abordagens para o alongamento coronário: casos-clínicos

Póster de casos clínicos em peridodontologia, não candidato a prémio, autoria de Mathilde Tellechea (autor apresentador), Salomão Rocha, Ricardo Dias, Rui Falacho, João Paulo Tondela e Fernando Guerra.

Autores
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Mathilde Tellechea Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
Salomão Rocha Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
Ricardo Dias Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
Rui Falacho Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
João Paulo Tondela Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
Fernando Guerra Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
Não candidato a prémio

Introdução: O alongamento coronário (AC) é dos procedimentos periodontais mais frequentemente utilizados. Na zona estética, é utilizado para aumentar o comprimento da coroa clínica por razões restauradoras e estéticas. Indicações comuns incluem a correção de “sorriso gengival” ou de contorno gengival irregular, entre outros. Existem dois fatores principais a ter em consideração antes de um procedimento de AC: a altura de gengiva queratinizada (GQ) e a dimensão do complexo dento-gengival (CDG). Depois de um AC, deverão conservar-se pelo menos 2mm de GQ. O CDG é definido pela distância da crista de osso alveolar à base do sulco gengival, envolvendo o epitélio juncional e inserção conjuntiva – inserção tecidular supracrestal (ITS)-, assim como o sulco gengival, o que em humanos perfaz um espaço médio de 3mm em vestibular e 4,5mm em interproximal.

Quando o ITS é invadido, resulta em inflamação gengival que pode levar a hipertrofia gengival e até a reabsorção óssea e recessão gengival, daí a importância de conservar a sua integridade. Desta forma, o AC permite restaurar o CDG ou recriá-lo na posição planeada, atingindo e mantendo tecidos moles saudáveis, possibilitando que a fase restauradora decorra de uma forma segura e previsível. Vários métodos de AC foram descritos na literatura, cada qual oferecendo as suas vantagens e desvantagens. Este estudo apresenta diferentes casos-clínicos que ilustram três técnicas de AC na zona estética: convencional cirúrgica (caso A), flapless (caso B) e não-cirúrgica atraumática (caso C).

Descrição do Caso Clínico: Todos os casos-clínicos incluídos apresentam coroas clínicas curtas com indicação para AC: Caso-clínico A: técnica convencional cirúrgica por gengivectomia e osteotomia (dentes 1.5-2.5) com guia termoplástica numa paciente de 22 anos, com 6 meses de follow-up. Caso-clínico B: com técnica flapless por gengivectomia e osteotomia (dentes 1.2-2.2) num indivíduo do sexo feminino de 42 anos, com 2 anos de follow-up. Caso-clínico C: técnica não-cirúrgica atraumática por gengivectomia (dente 2.1) numa paciente de 62 anos com 7 anos de follow-up.

Conclusões: Todas as técnicas descritas provaram constituir métodos válidos para AC. A técnica não-cirúrgica incremental necessita ser complementada com mais estudos para ser considerada como tal. Devido ao desenho do trabalho, os resultados obtidos não poderão ser extrapolados para todo o caso de AC.

Congresso da OMD 2022
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