Periodontite estádio III - abordagem terapêutica

Póster de casos clínicos em peridodontologia, não candidato a prémio, autoria de Teresa Belo (autora apresentadora), Leonor Marinho, Maria Ines Pinto, Joao Moedas e Vanessa Rodrigues.

Autores
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Teresa Belo Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
Leonor Marinho Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
Maria Ines Pinto Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
João Moedas Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
Vanessa Rodrigues Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
Não candidato a prémio

Introdução: Em 2020, Sanz et al., publicaram diretrizes para orientar a prática clínica do tratamento da periodontite estádio I-III, segundo a classificação proposta no World Workshop of Periodontology em 2017. O S3 Level Clinical Practice Guideline foi desenvolvido segundo a orientação metodológica GRADE (Association of Scientific Medical Societies in Germany and the Grading of Recommendations Assessment, Development and Evaluation) e incluiu um processo rigoroso que sintetizou informação de várias revisões sistemáticas, relativas a diversos passos do tratamento, com o objetivo de formular recomendações baseadas na evidência científica para a abordagem do paciente periodontal.

Descrição do Caso Clínico: Após realização de anamnese, avaliação clínica e radiográfica, uma paciente do género feminino, com 50 anos de idade, fumadora de 12 cigarros/dia e sem história médica relevante, foi diagnosticada com Periodontite Estádio III Generalizada Grau C. Na primeira consulta a paciente foi instruída para a aquisição de corretas práticas de higiene oral e motivada para a cessação tabágica. Foi também realizada a remoção do biofilme e tártaro supragengival.

Posteriormente, foram realizadas duas consultas para instrumentação subgengival, com exodontia simultânea do dente 47, o qual apresentava mobilidade grau III e perda de inserção até ao ápex radicular. Após 8 semanas, foi realizada a consulta de reavaliação, onde foi definido o plano de tratamento para a resolução das bolsas residuais profundas (maiores ou iguais a 6mm).

Assim, foi realizada cirurgia ressetiva nos dentes 17, 16, 27 e 26, tendo sido os defeitos verticais dos dentes 36 e 46 submetidos a cirurgia regenerativa com proteínas da matriz do esmalte e biomaterial de origem xenogénica. Após 9 meses, a doente não apresentava bolsas periodontais com profundidade de sondagem superior a 6mm ou superior a 4mm com hemorragia à sondagem, tendo, por isso, entrado numa fase de manutenção, na qual se mantém ao final de dois anos.

Conclusões: O objetivo da primeira etapa da terapia é fornecer as ferramentas preventivas e de promoção da saúde para facilitar a adesão do paciente ao tratamento. Esta etapa engloba a alteração comportamental para corretas medidas de higiene oral e o controlo dos fatores de risco sistémicos e locais modificáveis. A segunda etapa da terapia visa a eliminação do biofilme e cálculo subgengival.

Na terceira etapa da terapia realiza-se o tratamento dos locais que não respondem adequadamente à etapa anterior, com o objetivo de obter acesso a bolsas profundas que acrescentam complexidade no tratamento da doença. O caso clínico apresentado foi realizado segundo as mais recentes guidelines e baseado na evidência científica atualmente disponível.

Congresso da OMD 2022
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