Eficácia da utilização do Quad-helix para correção de mordidas cruzadas – série de casos

Póster de casos clínicos em odontopediatria, não candidato a prémio, autoria de Andreia Infante (autor apresentador), Maria Joana Castro, Ana Roleira Marinho, Viviana Macho, Maria Inês Guimarães e Cristina Cardoso Silva.

Autores
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Andreia Infante Faculdade de Ciências da Saúde Universidade Fernando Pessoa
Maria Joana Castro Faculdade de Ciências da Saúde Universidade Fernando Pessoa
Ana Roleira Marinho Faculdade de Ciências da Saúde Universidade Fernando Pessoa
Viviana Macho Faculdade de Ciências da Saúde Universidade Fernando Pessoa
Maria Inês Guimarães Faculdade de Ciências da Saúde Universidade Fernando Pessoa
Cristina Cardoso Silva Faculdade de Ciências da Saúde Universidade Fernando Pessoa
Não candidato a prémio

Introdução: A mordida cruzada posterior (MCP) é uma das más oclusões mais prevalentes na fase decídua e mista da dentição, devendo ser identificada precocemente pelo médico dentista. Na literatura têm sido abordadas várias opções terapêuticas para este tipo de má oclusão, que têm como objetivo realizar a expansão maxilar, através de aparelhos removíveis ou fixos, como é o caso do Quad-helix (QH). O tratamento precoce desta má oclusão proporciona um correto desenvolvimento craniofacial do paciente.

Descrição do Caso Clínico: Caso 1: Paciente do sexo feminino, 4 anos, MCP unilateral direita, com diminuição das distâncias transversais na maxila. Foi indicada a realização de expansão maxilar com recurso a um QH (com ativação única no momento da colocação), com controlos mensais. Cimentação em boca feita com cimento de ionómero de vidro (CIV) – Fuji I. Dois meses após colocação do QH a mordida descruzou e aos quatro meses atingiu-se a sobre expansão pretendida, iniciando-se a fase de contenção (FC) de seis meses, com o próprio QH em modo passivo. Controlou-se passado seis meses, com remoção da contenção. Fizeram-se novos controlos na primeira e segunda fase da dentição mista, verificando-se a correta erupção e posicionamento da dentição definitiva, não sendo necessário tratamento ortodôntico corretivo posterior.

Caso 2: Paciente do sexo feminino, 8 anos, apresentava MCP esquerda e topo-a-topo do lado direito. Observou-se arcada com forma em V e falta de espaço para erupção dos incisivos laterais superiores. Cimentação do QH com CIV. Aos seis meses foi alcançada a sobre expansão recomendada, iniciou-se então a FC. Passado seis meses, removeu-se a contenção e verificou-se posteriormente que se manteve a expansão pretendida.

Caso 3: Paciente do sexo feminino, 7 anos, apresentava MCP esquerda, sem espaço para erupção do incisivo lateral esquerdo. Cinco meses após cimentação do QH obteve-se a expansão pretendida, iniciando-se a FC. Passado seis meses após a remoção da contenção a mordida permaneceu descruzada e os incisivos laterais em boa posição. Três anos desde o início do tratamento ortodôntico intercetivo a substituição dentária continuou a ocorrer com normalidade e bem posicionada.

Conclusões: Apesar da técnica de expansão maxilar com Quad-helix ser já designada como “antiga”, continua a mostrar-se uma opção de tratamento eficaz em mordidas cruzadas, tanto em dentição decídua, como em dentição mista, demonstrando uma excelente relação custo-benefício, com simplicidade na execução do tratamento e manutenção das distâncias transversais corretas após tratamento, com boa aceitação por parte dos pacientes.

Congresso da OMD 2022
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