Apexificação e reconstruções estéticas no setor ântero-superior, após traumatismo, num paciente pediátrico: caso clínico

Póster de casos clínicos em odontopediatria, não candidato a prémio, autoria de Mariana Antunes (autora apresentadora), Ana Roleira Marinho, Maria Joana Castro, Viviana Macho, Marco Paquete e Cristina Cardoso Silva.

Autores
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Mariana Antunes Faculdade de Ciências da Saúde Universidade Fernando Pessoa
Ana Roleira Marinho Faculdade de Ciências da Saúde Universidade Fernando Pessoa
Maria Joana Castro Faculdade de Ciências da Saúde Universidade Fernando Pessoa
Viviana Macho Faculdade de Ciências da Saúde Universidade Fernando Pessoa
Marco Paquete
Cristina Cardoso Silva Faculdade de Ciências da Saúde Universidade Fernando Pessoa
Não candidato a prémio

Introdução: Traumatismos em dentes permanentes jovens podem implicar a realização de um tratamento pulpar que, devido à sua incompleta formação radicular, não pode ser realizado de forma convencional, implicando a realização de uma apexificação. A reposição da estrutura dentária perdida deverá assentar em técnicas que permitam, de forma rápida e previsível, alcançar bons resultados estéticos.

Descrição do Caso Clínico: Paciente do sexo feminino, 10 anos, saudável, sofreu traumatismo em Maio de 2019, mas apenas realizou consulta 2 meses depois. Clinicamente observou-se fratura de esmalte e dentina sem envolvimento pulpar no dente 11 e com envolvimento pulpar no dente 22. Os dentes 11 e 21 também apresentavam infrações de esmalte. Os testes de vitalidade revelaram necrose pulpar no dente 22.

Por ser um dente permanente jovem (ápice aberto) foi indicada a realização de uma apexificação seguida das reconstruções das coroas dos dentes 11 e 22 com resina composta. Foi efetuada uma barreira apical com MTA no dente 22, de forma a assegurar um correto selamento e impedir a extrusão do material obturador para o espaço perirradicular. Devido às excelentes características de biocompatibilidade do MTA, este permite também a formação de uma verdadeira barreira mineralizada na zona apical.

Posteriormente, foi realizado as reconstruções das coroas dos dentes 11 e 22 com resina composta (EmPress® Direct, Ivoclar Vivadent Inc). As restaurações foram realizadas com base num enceramento efetuado em modelo de gesso, a partir do qual foi elaborada uma chave de silicone. O dente 11 foi anestesiado e foi colocado isolamento absoluto no setor ântero-superior. Procedeu-se à seleção da cor, considerando o matiz, croma e valor dos dentes naturais.

Foram utilizadas as resinas A2 Dentina e A1 Esmalte. Após o condicionamento com ácido ortofosfórico, foi aplicado o sistema adesivo “Prime & Bond” OptibondTM FL, Kerr. Após aplicação de resina de esmalte na guia de silicone, esta foi ajustada em boca e polimerizada, no sentido de obter a reconstrução das superfícies palatinas. As restaurações foram terminadas estratificando a resina. Após o Rebonding com Heliobond e polimerização final com gel de glicerina, foram realizados o acabamento e o polimento.

Conclusões: Uma fratura de esmalte e dentina com envolvimento pulpar, quando não tratada atempadamente, pode originar a perda de vitalidade pulpar, o que, no caso de um dente permanente jovem, implica a realização de uma apexificação. A técnica de restauração com chave de silicone, torna as reconstruções previsíveis, facilitando a criação de uma correta anatomia dentária. Também permite o encurtamento do tempo de consulta, fator fundamental no atendimento odontopediátrico.

Congresso da OMD 2022
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