Pedro Lopes Otão
Técnicas cirúrgicas nas recessões gengivais no 5º sextante: quando, como e porquê? A contextualização do problema clínico
- Mestrado Integrado em Medicina Dentária – IUCS
- Pós-Graduação de Especialização em Periodontologia e Implantes – FMDUL
- Aluno de Doutoramento em Medicina Dentária – Especialidade de Periodontologia – FMDUL
- Assistente do Departamento de Periodontologia – FMDUL
Nacionalidade: Portugal
Áreas científicas: Periodontologia
17 de novembro, de 09h00 às 09h35
Auditório C
Resumo da conferência
A região anterior da mandíbula, 5º Sextante, tem frequentemente características como pouca disponibilidade de gengiva queratinizada, vestíbulos pouco profundos e inserções musculares como o frio labial, que por sua vez pode ter uma inserção alta e dificultar no controlo mecânico da placa bacteriana.
Assim, estas características anatómicas podem precipitar na ocorrência de recessões mucogengivais, havendo também outros fatores, como a posição dentária, a contribuir para o surgimento das mesmas e, consequentemente, obrigar à realização de procedimentos de recobrimento radicular ou de aumento dos tecidos moles.
As recessões mucogengivais têm sido alvo de estudo ao longo de várias décadas e há várias classificações propostas para as mesmas.
De acordo com o grau de progressão da recessão e com o conhecimento disponível sobre as técnicas de cirurgia plástica periodontal, são expectáveis diferentes resultados com maior ou menor grau de previsibilidade.
Assim a correta condução de cada caso pode envolver tratamentos com abordagens multidisciplinares e é importante notar que o recobrimento radicular completo em determinadas situações clínicas pode não ser o objetivo final do tratamento.