Juan Manuel Seoane

Diagnóstico precoce do cancro oral: a utilidade dos meios de diagnóstico não invasivos

200x200-juan-manuel-seoaneJuan M. Seoane, MD, DDS, PhD, MPDH

Professor de Cirurgia Oral.

Chefe do departamento de estomatologia Universidade de Santiago de Compostela.

Coordenador nacional da campanha para a prevenção e detecção precoce do cancro oral em Espanha em 2011.

Resumo da apresentação

A detecção precoce do cancro oral é largamente reconhecida como o modo mais eficaz de diminuir os atrasos no diagnóstico e como tal melhorar as taxas de sobrevivência.

No entanto a expressão “diagnóstico precoce” não está livre de gerar confusão por poder ser usada para “um tumor de dimensão relativamente reduzida aquando do diagnóstico” ou para “um intervalo temporal curto desde o inicio do cancro até ao diagnóstico” (atraso no diagnóstico).

Visto ser difícil detectar lesões de cancro oral numa fase inicial vários meios auxiliares de diagnóstico têm sido desenvolvidos de modo a melhorar a performance no diagnóstico. Entre eles encontram-se a coloração com azul de toluidina, a quimioluminescência e a autofluorescência.

Uma análise compreensiva da evidência científica actual sugere que a coloração com azul de toluidina apresenta bons resultados na detecção de carcinomas embora a sua sensibilidade na detecção de displasia seja significativamente inferior.

Sistemas de detecção baseados em luz

  • Vizilite (Zila Pharmaceuticals, Phoenix, AZ): Alguns estudos sugerem que a quimiolumiscência poderá ser útil na identificação de lesões não observáveis com fontes de iluminação incandescentes, no entanto não existe evidência científica que suporte esta teoria.
  • Imagem por fluorescência tecidular : O sistema Velscope – A sensibilidade varia entre 97 e 100% e demonstrou ser útil no estabelecimento de margens cirúrgicas seguras na cirurgia de remoção de tumores (Huber, 2009) mas não existem estudos metodologicamente consistentes que provem a utilidade deste meio auxiliar de diagnóstico quando empregue em lesões malignas e pré-malignas de baixo risco.
  • Espectroscopia fluorescente tecidular. Tem demonstrado taxas de sensibilidade e de especificidade elevadas na diferenciação entre mucosa oral saudável e lesões orais malignas.

Os procedimentos de diagnóstico baseados na análise da saliva também serão revistos.

Apesar da tecnologia ser promissora estes sistemas que visam melhorar a detecção visual ainda não se sobrepõe aos resultados obtidos quer pelo exame visual convencional quer pelo exame táctil.

Ordem dos Médicos Dentistas
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