Victor Gil Manich
Sedação mínima inalatória com protóxido de azoto e oxigénio | Pacientes com necessidade de cuidados especiais em medicina dentária
- 2024 – Presente: Coordenador, Projeto de Saúde Oral UIC – Universitat Internacional de Catalunya, Barcelona-Dentaid.
- 2024 – Presente: Membro da Comissão Específica de Formação Contínua, Odontologia – UIC.
- 2023 – Presente: Diretor Internacional de Odontogeriatria, Pacientes Especiais e Medicina Oral – UIC.
- 2022 – Presente: Diretor, Mestrado online em Odontogeriatria, Pacientes Especiais e Medicina Oral – UIC.
- 2019 – Presente: Diretor, Mestrado presencial em Odontogeriatria , Pacientes Especiais e Medicina Oral – UIC.
- 2015 – Presente: Coordenador e instrutor, Educação Contínua em “Atualizações em Patologia Oral” – UIC.
- 2014 – Presente: Líder de opinião sobre “Sedação Consciente com Óxido Nitroso”.
- 2013 – Presente: Coordenador e instrutor, Educação Contínua em “Sedação Consciente com Óxido Nitroso e Suporte Básico com DEA” – UIC.
- 2011 – Presente: Professor Associado de Medicina Oral, Odontogeriatria e Pacientes Especiais – UIC.
- 2010 – Presente: Clínica privada em Medicina Dentária.
- Membro de várias sociedades científicas nacionais e internacionais.
Nacionalidade: Espanha
Áreas científicas: Odontopediatria
8 de novembro, de 09h00 às 12h15
Auditório C
Resumo da conferência
Sedação mínima inalatória com protóxido de azoto e oxigénio
9:00–10:30
Esta palestra abordará os fundamentos, indicações e prática clínica da sedação mínima inalatória com uma mistura de protóxido de azoto (óxido nitroso) (N₂O) e oxigénio (O₂), uma técnica amplamente utilizada em medicina dentária para controlar a ansiedade e facilitar o tratamento, especialmente em pacientes ansiosos.
Pontos principais:
- Farmacocinética e farmacodinâmica: o N₂O tem um início de ação rápido (2 a 3 minutos), um baixo coeficiente de solubilidade sanguínea e é eliminado sem metabolismo significativo, permitindo que a sedação seja controlada em todos os momentos (Clark e Brunick, 2021);
- Indicações clínicas: doentes com ansiedade dentária, aumento do reflexo de vómito e procedimentos curtos ou minimamente invasivos (American Dental Association, 2016);
- Protocolo de administração segura: utilização de concentrações de N₂O, monitorização contínua e oxigenação antes e após o procedimento (Cohen et al., 2020);
- Contraindicações: pneumotórax, infeções do trato respiratório superior, embaraço (primeiro trimestre), deficiência de vitamina B12 não tratada (Clark e Brunick, 2021);
- Vantagens: reversibilidade rápida, poucos efeitos secundários, manutenção do reflexo laríngeo e da consciência (AAPD Guidelines, 2021).
Pacientes com necessidade de cuidados especiais em medicina dentária
11:30-12h15
Esta sessão abordará os cuidados médico-dentários em casos de deficiência física, intelectual ou sensorial ou condições médicas complexas, com ênfase numa abordagem centrada na paciente, adaptações clínicas e utilização de técnicas de gestão comportamental, incluindo a sedação.
Pontos-chave abordados:
- Definição e classificação: necessidade de cuidados especiais numa perspetiva biopsicossocial (OMS, 2001);
- Barreiras ao acesso ao tratamento: dificuldades físicas, comunicação limitada, medo ou ansiedade elevada (Anders & Davis, 2010);
- Adaptações clínicas: aumento da comunicação, tempos de consulta mais longos, equipas multidisciplinares, ajustes de instrumentação e posicionamento (Dougall & Fiske, 2008);
- Lista de verificação do protóxido de azoto: ferramenta útil para a gestão da ansiedade e da hipersensibilidade sensorial, especialmente em doentes com autismo, paralisia cerebral ou atraso no desenvolvimento (Nelson et al., 2017 – PubMed);
- Importância da formação da equipa: formação específica em gestão comportamental, bioética e comunicação com os cuidadores (Dao et al., 2020 – Revisão Cochrane).