Tiago Neto

Distúrbios articulares: do tratamento conservador ao cirúrgico

  • Licenciado em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (2008).
  • Especialista em Cirurgia Maxilofacial (2016).
  • Prática focada em Cirurgia Ortognática, Disfunção Temporomandibular, Glândulas Salivares e Reconstrução Microcirúrgica.
  • Assistente Hospitalar Graduado de Cirurgia Maxilofacial na ULS de São João, Porto.
  • Fellow of the European Board of Oro-Maxillo-Facial Surgery – EBOMFS (2016).
  • Membro da European Association for Cranio-Maxillo-Facial Surgery (EACMFS).
  • Membro da Sociedade Portuguesa de Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial (SPDOF).
  • Membro da Direção da Sociedade Portuguesa de Cirurgia Maxilofacial (SPCMF).
  • Membro da Direção do Colégio de Cirurgia Maxilofacial da Ordem dos Médicos (2021-2023).
  • Autor e coautor de vários artigos científicos e comunicações nacionais e internacionais.

Nacionalidade: Portugal

Áreas científicas: Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial

7 de novembro, de 17h30 às 18h45

Auditório C

Resumo da conferência

As Disfunções Temporomandibulares (DTM) constituem um grupo heterogéneo de distúrbios psico-fisiológicos do Sistema Estomatognático. Estas abrangem um largo espectro de problemas clínicos, musculares, esqueléticos e/ou dos tecidos anexos, com interação e influência relativa entre si, representando a condição dolorosa orofacial crónica mais prevalente.

Os distúrbios articulares manifestam-se frequentemente por artralgia (dor), ruídos articulares, alterações de movimento e limitação mandibular. Envolvem entidades distintas como os deslocamentos do disco articular (a artropatia mais comum da ATM), desordens de hipo ou hipermobilidade (aderências, anquilose, subluxação, etc.), doenças degenerativas (artrite, artrose), fraturas, neoplasias e alterações congénitas ou do desenvolvimento.

O tratamento conservador, de caráter não invasivo, deve ser a primeira abordagem na maioria dos casos, recorrendo-se a estratégias combinadas com terapia cognitivo-comportamental, goteiras oclusais, fisioterapia e medicação. No entanto, em situações refratárias, de agravamento progressivo, ou em patologias com indicação cirúrgica de primeira linha (como fraturas, malformações, anquilose severa, entre outras), a intervenção cirúrgica torna-se fundamental.

A decisão terapêutica deve, assim, ser baseada na correta avaliação clínica e imagiológica, ponderando os riscos e benefícios da intervenção.

Esta apresentação, em formato colaborativo entre médico dentista e cirurgião maxilofacial, visa abordar os distúrbios articulares mais comuns, os respetivos protocolos de abordagem conservadora e cirúrgica, e a importância da articulação entre diferentes especialidades — incluindo a colaboração com o fisioterapeuta — para uma gestão eficaz, individualizada e integrada da patologia.

Congresso da OMD 2025
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