Sigrid I. Kvaal
Informação tecnológica na área pericial: estimativa da idade dentária
- Sigrid I. Kvaal obteve a licenciatura em Medicina Dentária pela Universidade de Londres, Reino Unido, em 1978, e foi nomeada Doctor Odontologiae (PhD) na Universidade de Oslo, Noruega, em 1995.
- Trabalhou na Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Oslo, Noruega, de 1988 a 2021, e exerceu a sua atividade num consultório privado em Oslo durante 30 anos.
- Tem trabalhado ativamente como médica dentista forense desde 1987.
- Publicou artigos sobre identificação dentária, estimativa de idade e medicina oral.
- Desde 2001, é membro da Comissão de Identificação Norueguesa (DVI).
- É professora nos cursos de medicina dentária forense da IOFOS (International Organization for Forensic Odonto-stomatology) e nos cursos da FSAN (Serviços Médicos das Forças Armadas Norueguesas).
- Foi coordenadora do projeto de estimativa da idade dentária de crianças não acompanhadas que requerem asilo.
- É também docente clínica na Faculdade de Medicina Dentária de Oslo.
Nacionalidade: Noruega
Áreas científicas: Medicina Dentária Forense
7 de novembro, de 09h00 às 10h30
Sala 1
Resumo da conferência
A estimativa da idade dentária é frequentemente solicitada em contextos judiciais e judiciários. Essa avaliação desempenha um papel fundamental na identificação de vítimas de acidentes, em investigações antropológicas e arqueológicas, em processos de pedido de asilo, em casos de tráfico humano ou em desportos de competição.
O desenvolvimento de programas de computador tornou os cálculos estatísticos utilizados nesses exames mais acessíveis. No entanto, essas ferramentas não consideram a qualidade dos dados analisados nem as limitações inerentes aos resultados obtidos.
Dois pontos críticos merecem atenção. O primeiro é o chamado “mimetismo da idade”, que ocorre quando há uma distribuição desigual de indivíduos entre as diferentes faixas etárias. O segundo diz respeito às limitações do uso de fórmulas de regressão na estimativa da idade.
Em crianças, a estimação da idade dentária baseia-se no desenvolvimento dos dentes decíduos e permanentes. Os métodos mais utilizados envolvem a análise radiográfica para classificar os diferentes estádios de mineralização e erupção dentária.
Serão abordados diversos métodos de estimação e as respetivas vantagens e limitações.
Em indivíduos subadultos, a principal questão normativa consiste em determinar se o indivíduo é menor ou maior de 18 anos. Nesta faixa etária, os terceiros molares são os únicos dentes ainda em desenvolvimento.
Frequentemente, a classificação dos estádios de desenvolvimento dos terceiros molares é realizada através de radiografias. Contudo, há estudos que também incluem o uso de exames complementares, como a tomografia computadorizada de feixe cónico (CBCT) e a ressonância magnética (RM).
Em adultos cuja dentição já está totalmente desenvolvida, a estimativa da idade baseia-se na análise de alterações degenerativas dos dentes.
Em cadáveres, essa avaliação pode ser realizada diretamente a partir de dentes extraídos. Em pacientes vivos, a avaliação é realizada a partir de imagens obtidas por radiografias ou CBCT.