Sara Duarte
Novas crianças, novos pais, novas condutas: dificuldades acrescidas no controlo comportamental?
- Psicomotricista.
- Mestrado em Reabilitação Psicomotora com especialização em neurodesenvolvimento e saúde mental infantil, pela Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa.
- Especialização Avançada em Psicopatologia da Infância e Adolescência: Avaliação e Intervenção pelo Instituto CRIAP.
- Cursos de especialização na intervenção nas perturbações do neurodesenvolvimento, emocionais e do comportamento pelo ISPA – Instituto Universitário de Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida.
- Formadora com Certificado de Competências Pedagógicas nas áreas da psicomotricidade, perturbações do neurodesenvolvimento e inteligência emocional da criança.
- Experiência profissional em contexto clínico, escolar e hospitalar (em serviço de pedopsiquiatria – Hospital Dona Estefânia).
- Prática clínica atual em unidade de saúde privada.
- Autora do Jogo PlayMENTO – um jogo de cartas que estimula a inteligência emocional das crianças e adolescentes e a expressão das emoções no corpo.
- Autora e organizadora do Psicomotricidade Summit – o maior evento de Psicomotricidade a nível nacional.
Nacionalidade: Portugal
Áreas científicas: Odontopediatria
8 de novembro, de 12h15 às 13h00
Auditório C
Resumo da conferência
A palestra “Novas crianças, novos pais, novas condutas: dificuldades acrescidas no controlo comportamental?” propõe uma reflexão sobre a complexa tríade: criança, pais e profissional no contexto da consulta.
O crescente desafio no controlo comportamental não se deve apenas à criança, como também a um contexto social em mudança. Analisaremos as “novas crianças”, muitas vezes hiperestimuladas, com limites pouco claros e com menor tolerância à frustração, o que se traduz numa maior dificuldade no ajustamento psico-corporal à consulta e aos procedimentos.
E, por outro lado, abordaremos os “novos pais”, por vezes hiperprotetores, ansiosos ou mediadores excessivos, e cuja postura pode condicionar o desenvolvimento da relação de confiança entre a criança e o profissional de saúde.
Por fim, serão apresentadas “novas condutas” e orientações práticas para a gestão destes desafios em consulta, de modo a favorecer a comunicação tónica no setting clínico com a criança e a estabelecer limites afetivos e assertivos com os pais, tornando o consultório um espaço de segurança, onde a criança é convidada a ser colaboradora, e os pais são orientados a serem facilitadores, e não obstáculos, do sucesso terapêutico.