Orlando Martins
Aplicação de concentrados plaquetários na regeneração óssea: Peri-implantites
- Médico dentista licenciado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC).
- Professor Auxiliar Convidado da FMUC.
- Docente do Mestrado Integrado em Medicina Dentária, FMUC.
- Docente do Curso de Especialização em Periodontologia e Implantologia Oral, FMUC.
- Mestrado em Patologia Experimental (Biomateriais) pela FMUC.
- Doutoramento em Ciências da Saúde (Periodontologia) pela FMUC.
- Especialista em Periodontologia (OMD).
- Vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Periodontologia e Implantes (SPPI).
- Investigador do CIROS – Centro de Investigação e Inovação em Ciências Dentárias, FMUC.
Nacionalidade: Portugal
Áreas científicas: Periodontologia
8 de novembro, de 15h20 às 15h45
Auditório A
Resumo da conferência
Apesar dos excelentes resultados clínicos a longo prazo dos implantes dentários, as complicações biológicas continuam a ser um obstáculo relevante, com destaque para a peri-implantite — uma patologia progressiva e destrutiva que afeta cerca de 1 em cada 5 implantes.
A sua evolução é imprevisível, marcada por perda óssea severa em torno de superfícies “não biológicas” contaminadas por extenso biofilme bacteriano, o que compromete seriamente o potencial “regenerativo” da sua abordagem terapêutica.
Neste cenário desafiante, os concentrados plaquetários autólogos (CPA) surgem como uma ferramenta biológica promissora, com capacidade para modular a inflamação, estimular a angiogénese e promover a regeneração óssea através de um verdadeiro boost biológico.
Entre os CPA de 2ª geração, o L-PRF (leucocyte-platelet rich fibrin) caracteriza-se pela sua estrutura tridimensional, fácil manipulação e potencial clínico em defeitos ósseos complexos e superfícies implantares contaminadas, onde as soluções convencionais frequentemente deparam-se com os seus próprios limites biológicos.
Perante o cenário clínico extremamente exigente do tratamento cirúrgico da peri-implantite, a aplicação de CPA, enquanto agentes biológicos, levantam algumas questões:
- Com base na biologia, até que ponto conseguimos superar os limites impostos pela anatomia dos defeitos ósseos e pela superfície do implante?
- Que evidência científica sustenta a utilização do L-PRF block como técnica inovadora de engenharia de tecidos?
- Será que os CPA podem, de facto, mudar o paradigma da “regeneração” óssea no tratamento da peri-implantite?
Nesta conferência, vamos explorar estas questões críticas com base na evidência mais atual, discutir estratégias cirúrgicas inovadoras e analisar o potencial dos CPA na “regeneração” óssea do tratamento peri-implantar.