Júlio Fonseca

Distúrbios articulares: do tratamento conservador ao cirúrgico

  • Médico Dentista, Licenciado em 2004 pelo Departamento de Medicina Dentária, Estomatologia e Cirurgia Maxilo-Facial da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC).
  • Pós-graduado em Reabilitação Oral Protética pelo Departamento de Medicina Dentária, Estomatologia e Cirurgia Maxilo-Facial da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.
  • Mestre em Patologia Experimental pela FMUC com tese na área do Bruxismo.
  • Doutorado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra na área das Disfunções Temporomandibulares (2020).
  • Coordenador Científico e Pedagógico da Pós-graduação de Dor Orofacial — Disfunção Temporomandibular da CESPU.
  • Presidente da Sociedade Portuguesa de Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial (SPDOF) entre 2018-2024.
  • Presidente da Comissão Científica da Sociedade Portuguesa de Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial (SPDOF).
  • Responsável pela consulta de Dor Orofacial e Disfunção Temporomandibular da OrisClinic (Coimbra).

Nacionalidade: Portugal

Áreas científicas: Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial

7 de novembro, de 17h30 às 18h45

Auditório C

Resumo da conferência

As Disfunções Temporomandibulares (DTM) constituem um grupo heterogéneo de distúrbios psico-fisiológicos do Sistema Estomatognático. Estas abrangem um largo espectro de problemas clínicos, musculares, esqueléticos e/ou dos tecidos anexos, com interação e influência relativa entre si, representando a condição dolorosa orofacial crónica mais prevalente.

Os distúrbios articulares manifestam-se frequentemente por artralgia (dor), ruídos articulares, alterações de movimento e limitação mandibular. Envolvem entidades distintas como os deslocamentos do disco articular (a artropatia mais comum da ATM), desordens de hipo ou hipermobilidade (aderências, anquilose, subluxação, etc.), doenças degenerativas (artrite, artrose), fraturas, neoplasias e alterações congénitas ou do desenvolvimento.

O tratamento conservador, de caráter não invasivo, deve ser a primeira abordagem na maioria dos casos, recorrendo-se a estratégias combinadas com terapia cognitivo-comportamental, goteiras oclusais, fisioterapia e medicação. No entanto, em situações refratárias, de agravamento progressivo, ou em patologias com indicação cirúrgica de primeira linha (como fraturas, malformações, anquilose severa, entre outras), a intervenção cirúrgica torna-se fundamental.

A decisão terapêutica deve, assim, ser baseada na correta avaliação clínica e imagiológica, ponderando os riscos e benefícios da intervenção.

Esta apresentação, em formato colaborativo entre médico dentista e cirurgião maxilofacial, visa abordar os distúrbios articulares mais comuns, os respetivos protocolos de abordagem conservadora e cirúrgica, e a importância da articulação entre diferentes especialidades — incluindo a colaboração com o fisioterapeuta — para uma gestão eficaz, individualizada e integrada da patologia.

Congresso da OMD 2025
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