Eduardo Bernabe
O peso global das doenças orais
- O Dr. Eduardo Bernabe é um Professor de Saúde Pública Oral na Universidade Queen Mary de Londres e Consultor Académico Honorário no Gabinete para a Melhoria da Saúde e Disparidades.
- Também trabalha como consultor para a Organização Mundial de Saúde.
- O Professor Bernabe é um líder mundial em saúde oral, com experiência na produção de provas epidemiológicas robustas para orientar políticas e planeamento em saúde.
- Construiu o seu prestígio internacional ao dedicar-se à compreensão dos determinantes sociais das desigualdades em saúde oral e à medição do impacto das doenças orais nos indivíduos e nas sociedades.
- Co-lidera a rede ‘Oral Disorders Collaborators’ no âmbito do Estudo Global do Impacto de Doenças (Global Burden of Disease Study).
- Publicou mais de 250 artigos, está envolvido no conselho editorial de várias revistas de medicina dentária e recebeu prémios de prestígio de instituições académicas e organizações internacionais.
Nacionalidade: Inglaterra
Áreas científicas: Saúde Pública Oral
6 de novembro, de 14h30 às 16h00
Auditório C
Resumo da conferência
O Plano de Ação Global para a Saúde Oral da Organização Mundial de Saúde (OMS) estabelece como objetivo abrangente global a redução da prevalência das doenças orais até 2030. A existência de informação consistente e atualizada sobre o impacto das doenças orais é fundamental para monitorizar o progresso desse objetivo.
A finalidade desta sessão é familiarizar os médicos dentistas com a metodologia e as últimas conclusões sobre o peso global das doenças orais. A primeira parte da sessão apresentará uma visão global dos métodos utilizados no estudo do Peso Global das Doenças (GBD), incluindo fontes de dados, gestão de dados, modelação de doenças e estimativa do impacto das cáries dentárias não tratadas, periodontite grave, edentulismo, cancro do lábio e da cavidade oral e fendas orofaciais.
A segunda parte da sessão apresentará resultados sobre:
- (i) a prevalência e DALYs (anos de vida ajustados por incapacidade) de cada condição oral;
- (ii) as tendências do impacto das condições orais de 1990 a 2021, e como as mudanças na dimensão populacional, esperança de vida e taxas de doença explicam essas tendências;
- (iii) as desigualdades no impacto da doença de acordo com a classificação das economias do Banco Mundial e as regiões da Organização Mundial de Saúde;
- (iv) as estimativas para Portugal em comparação com outros países europeus e da OCDE.
A apresentação concluirá destacando os desafios para responder às necessidades urgentes de saúde oral em todo o mundo e particularmente nos países de baixo e médio rendimento.