Ana Margarida Rodrigues
A evidência da suplementação vitamínica na saúde oral. Vitamina D na osteointegração de implantes dentários: o que diz a ciência?
- Mestrado Integrado em Medicina Dentária pela Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa (2015-2020).
- Pós-graduação em Desenvolvimento Pedagógico – Apoio ao Ensino pela Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa (2021).
- Curso de Especialização em Medicina Dentária Forense pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, com a colaboração da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa e da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Zagreb.
- Assistente Convidada na Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa, desde 2022.
- Colaboradora no grupo FORENSEMED da Unidade de Investigação em Ciências Orais e Biomédicas (UICOB), da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa.
- Participação em congressos nacionais e internacionais, webinars e simpósios.
Nacionalidade: Portugal
Áreas científicas: Terapêutica
7 de novembro, de 17h30 às 18h05
Sala 1
Resumo da conferência
A osteointegração é um processo biológico essencial ao sucesso dos implantes dentários, traduzindo-se na formação de uma ligação direta, funcional e estável entre o osso e a superfície do implante. Este fenómeno envolve uma sequência complexa de eventos celulares e moleculares, desde a resposta inflamatória inicial à remodelação óssea. Entre os vários fatores que condicionam a eficácia da osteointegração, a vitamina D tem vindo a assumir um papel de destaque.
A vitamina D é um micronutriente orgânico essencial, com extrema importância na homeostasia do cálcio e fósforo, fundamental à mineralização e metabolismo ósseos. Para além das suas funções bioquímicas e fisiológicas gerais, a vitamina D exerce efeitos imunomoduladores e influencia diretamente a resposta inflamatória e a regeneração tecidular.
Com recurso a uma revisão sistemática, esta conferência propõe uma análise sobre o papel da vitamina D na osteointegração de implantes dentários. Serão abordadas as vias metabólicas da vitamina D, as suas fontes e os fatores que condicionam a sua biodisponibilidade. Bem como os mecanismos moleculares que influenciam a atividade osteoblástica e a formação óssea peri-implantar.
Será destacada a relação entre o défice de vitamina D e taxas mais elevadas de falha de implantes, complicações inflamatórias e menor previsibilidade na regeneração óssea. Será ainda discutida a utilidade clínica da monitorização dos níveis séricos de vitamina D, especialmente em pacientes com fatores de risco sistémico, como osteoporose, doenças autoimunes, idade avançada e/ou medicação crónica.
Em suma, pretende-se, assim, com base na evidência científica disponível, demonstrar aos profissionais de saúde oral qual a importância de reconhecer a vitamina D como um fator determinante no planeamento e prognóstico de tratamentos com implantes dentários.