IMPACTO DAS COMORBILIDADES MEDICAS NAS COMPLICAÇÕES POS-OPERATORIAS EM CIRURGIA DENTO-ALVEOLAR : ESTUDO NUMA POPULAÇÃO ACOMPANHADA NUMA FACULDADE DE MEDICINA DENTARIA

Póster de Investigação clínica em Cirurgia oral autoria de Anthony Charles Joseph Delhoume, Elisa La Torre, Carolina Venda Nova, Paulo Macedo, Jorge Pereira e Otília Pereira Lopes

Autores
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Anthony Charles Joseph Delhoume Faculdade de Ciências da Saúde Universidade Fernando Pessoa
Elisa La Torre Faculdade de Ciências da Saúde Universidade Fernando Pessoa
Carolina Venda Nova Faculdade de Ciências da Saúde Universidade Fernando Pessoa
Paulo Macedo Faculdade de Ciências da Saúde Universidade Fernando Pessoa
Jorge Pereira Faculdade de Ciências da Saúde Universidade Fernando Pessoa
Otília Pereira Lopes Faculdade de Ciências da Saúde Universidade Fernando Pessoa
Candidato a prémio

Introdução: Devido ao número crescente de pacientes com doenças crónicas, é essencial uma avaliação minuciosa para o sucesso da gestão odontológica de um paciente com comprometimento médico. Durante as extrações dento-alveolares, várias complicações pós-operatórias podem surgir. Esses eventos imprevistos podem ser decorrentes das possíveis comorbilidades que esses pacientes apresentam. Algumas associações podem ter repercussões nos pacientes, enquanto outras não terão nenhuma.

Objetivos: Descrever os problemas médicos dos pacientes que se apresentam para extração dento-alveolar numa clínica em ambiente universitário, e destacar o impacto que algumas comorbilidades podem ter no desenvolvimento de complicações pós-operatórias.

Materiais e métodos: Estudo observacional retrospetiva que inclui 2011 pacientes adultos que realizaram pelo menos um procedimento cirúrgico dento-alveolar numa clínica em ambiente universitário de 2018 a 2022. Os dados coletados incluíram idade, gênero, comorbidades médicas, hábitos tabágicos, práticas de higiene oral, tipo de cirurgia e complicações pós-operatórias. Os dados foram organizados no Excel e um máximo de três comorbidades por paciente foi registado. As análises estatísticas foram realizadas usando o programa IBM SPSS Statistics.

Resultados: Dados clínicos de 2011 pacientes foram analisados. Observou-se maior prevalência de homens do que mulheres, com 1120 homens (55.7%) em comparação com 891 mulheres (44.3%). Dos 561 pacientes que forneceram informações sobre seus hábitos tabágicos, a maioria (63.1%) eram fumadores atuais ou antigos, em comparação com 36.9% que nunca fumaram. As quatro comorbidades mais prevalentes foram: distúrbios cardiovasculares, diabetes tipo 2, distúrbios sanguíneos e distúrbios gastrointestinais. Apenas 182 dos 2011 pacientes tiveram complicações pós-operatórias. Analisando a relação entre a idade e o número de comorbidades, verificou-se que quanto mais velho é o paciente, maior a probabilidade de ter numerosas comorbidades. Estatisticamente, esta associação é significativa. No que diz respeito à ligação entre os hábitos tabágicos e a presença de comorbidades, a maioria dos fumadores e ex-fumadores está sujeita a comorbidades em comparação com os não fumadores. Estatisticamente, esta associação é significativa. Em relação à associação entre os hábitos tabágicos e as complicações pós-operatórias, dos 302 fumadores, apenas 29 tiveram essas complicações, enquanto 21 dos 207 não fumadores tiveram. Estatisticamente, esta associação não é significativa. A ligação entre comorbidades e complicações pós-operatórias permitiu-nos notar que, quer os pacientes tenham comorbidades ou não, a maioria não tem complicações relacionadas com a cirurgia. Da mesma forma, quer os pacientes tenham uma, duas ou pelo menos três comorbidades, a maioria não tem complicações pós-operatórias. Finalmente, no caso das quatro comorbidades mais prevalentes nos nossos pacientes, a maioria não tem complicações pós-operatórias. Estatisticamente, esta associação não é significativa.

Conclusão: O estudo reuniu dados importantes de uma amostra significativa de pacientes. Identificamos ligações entre os hábitos tabágicos e a presença de comorbidades, assim como entre o número de comorbidades e a idade. No entanto, não houve associação entre os hábitos tabágicos e as complicações pós-operatórias, nem entre as comorbidades e as complicações pós-operatórias. As duas comorbidades mais frequentes foram problemas cardiovasculares e diabetes. Palavras-chave: comorbilidades médicas ; complicações pós-operatórias ; cirurgia dento-alveolar ; hábitos tabágicos.

 

Póster, nº 28, 09h00, Hall dos Posters.

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