Efeito do reforço na resistência à flexão e módulo de flexão de materiais indicados para restaurações provisórias
Póster de Investigação pré-clínica em Dentisteria operatória autoria de Francisco Silva, Inês Silva, Gabriela Almeida, Bruno Matos, Alexandra Vinagre e João Carlos Ramos
Introdução: As restaurações provisórias desempenham um papel fundamental durante tratamentos com alguma complexidade uma vez que permitem garantir a função, a estética, a proteção e a preservação da saúde periodontal e pulpar. São diversos os casos onde a utilização deste tipo de restaurações são necessárias como por exemplo em casos de reabilitação com implantes ou em casos de reabilitação com peças cerâmicas. Sabendo as adversidades presentes na cavidade oral, a temática da colocação de reforços neste tipo de restaurações permite aumentar a longevidade das mesmas perante estas condições adversas, proporcionando conforto ao paciente e, sobretudo, garantia de durabilidade para os médicos dentistas. Assim, é fundamental conhecer as propriedades mecânicas dos materiais provisórios uma vez que a aquisição destes conhecimentos permite garantir a adoção de técnicas que maximizem a qualidade destes materiais, promovendo a obtenção de resultados exímios.
Objetivo: Comparar a resistência à flexão e módulo de flexão de diferentes materiais indicados para restaurações provisórias, com e sem reforço (fibra de vidro e metálico).
Materiais e Métodos: Foram efetuadas amostras uniformes segundo a norma ISO 4049 (2 x 2 x 25 mm) de resina impressa [NextDent C&B Micro Filled Hybrid (N)], de resina acrílica [Unifast LC (U)], e de resina bis-acrílica [Luxatemp Fluorescence (L)], com o objetivo de serem submetidos ao teste de resistência à flexão em três pontos, a uma velocidade de 1 mm/min. Para cada material, foram criados três grupos (n=10): sem reforço, com reforço de fibra (everStick NET) e com reforço metálico (Stainless Steel Ortho-Flextech 30’’). Os dados da resistência à flexão e o módulo de flexão foram analisados utilizando o teste ANOVA de dois fatores e teste ANOVA não paramétrica de dois fatores, respetivamente. A análise post-hoc foi realizada considerando a correção Bonferroni para verificar que pares de médias apresentavam diferenças significativas. O nível de significância utilizado foi de 0,05.
Resultados: Os valores médios de resistência à flexão (em MPa) para cada um dos materiais foram (considerando a sequência, sem reforço, com reforço metálico e de fibra): NexDent (99,2; 107,2 e 108,9); Unifast LC (80,2; 127,12 e 110,26); Luxatemp (74,1; 85,5 e 54,8). A análise estatística confirmou diferenças estatísticas significativas entre resinas e entre os métodos de reforço. No entanto, não houve diferenças estatisticamente significativas no uso de reforço na resina impressa (N). Para o módulo de flexão encontram-se diferenças estatisticamente significativas entre as resinas, independentemente do método de reforço. Apesar de não se verificarem diferenças entre os grupos reforçados com fibra e metal, os valores de resistência para os materiais reforçados foram estatisticamente superiores aos materiais não reforçados.
Conclusões: Dentro das limitações deste estudo, verificaram-se diferenças significativas entre os grupos com e sem reforço ao nível da resistência à flexão e módulo. Desta forma, com exceção da resina impressa, o reforço com fibra de vidro ou metal melhora significativamente as propriedades mecânicas analisadas.
Póster, nº 24, 15h20, Hall dos Posters.