Vasco Nunes da Silva
A dentisteria operatória como complemento na solução de problemas interdisciplinares da ortodontia: como obter uma relação simbiótica
- Mestrado em Medicina Dentária pelo Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz (ISCSEM) em 2012.
- Médico Dentista Assistente na Unidade Curricular de Medicina Dentária Conservadora I e II no ISCSEM de 2014 a 2020.
- Pós-graduação em Ortodontia no Instituto Eduardo Prado (Lisboa) em 2015.
- Pós-graduação FACE/Roth-Williams Ortodontia Avançada Multidisciplinar em 2016.
- Professor da Pós-graduação de Reabilitação Oral Biomimética Avançada, do grupo Biomimetic Dentistry Portugal, na CESPU – Cooperativa De Ensino Superior Politécnico Universitário.
- Membro e orador convidado pelos grupos internacionais da Bio-emulation e da Be International Dental Expert (BeIDE).
- Professor convidado do Máster Avançado de Periodoncia e Implantología em Madrid.
- Professor em cursos modulares relacionados com a dentisteria operatória e reabilitação em resina composta.
Nacionalidade: Portugal
Áreas científicas: Dentisteria operatória
21 de novembro, de 14h30 às 15h00
Auditório C
Resumo da conferência
O tratamento médico-dentário multidisciplinar, envolvendo diferentes áreas de especialização, não deveria ser a exceção mas antes a regra, pese embora a dificuldade do clínico dominar em simultâneo disciplinas tão exigentes per si.
A dentisteria operatória contemporânea não se limita ao tratamento da cárie, mas também à reabilitação da peça dentária no seu contexto, ou seja, repor a sua função, a sua forma, a sua estabilidade, a sua aparência e a sua relação com as estruturas adjacentes, dentárias ou não, mas simultaneamente preservando ao máximo o tecido dentário, muitas vezes apenas possível se fazendo uso de conhecimentos e técnicas multidisciplinares que possibilitam a desejável atitude ultraconservadora.
Um deles é certamente a utilização da ortodontia como ferramenta clínica, quer para compensar excessos de espaços resultantes de discrepâncias de Bolton, ou corrigir más posições dentárias resultantes de perdas precoces de dentes, entre muitas outras indicações, que limitam a restaurabilidade ou comprometem seu sucesso estético funcional.
É o meu desejo com esta humilde apresentação incentivar os colegas a aliarem estas duas ferramentas, sem a necessidade de se especializarem academicamente em ambas, antes fazendo uso de prerrogativas e dicas práticas e simples, mas exigentes e rigorosas, por forma a proporcionarem aos seus pacientes tratamentos mais harmoniosos, mais conservadores, funcionais e estéticos.