Susana Traila

As artes e as humanidades na relação médico dentista-paciente. Medicina dentária narrativa - um novo conceito

  • Licenciatura pré-Bolonha em Medicina Dentária pela Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto em julho de 2000.
  • Pós-graduação em Acupunctura pelo Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto e Sociedade Portuguesa Médica de Acupunctura no ano letivo 2007-2008.
  • Formação Avançada em Humanidades Médicas: Medicina Narrativa|1ª edição na Faculdade de Ciências Médicas| Nova Medical School da Universidade Nova de Lisboa em 2024.
  • Formações em áreas das ciências da saúde e ciências sociais e do comportamento.
  • Comunicações orais e publicações em revistas da especialidade (artigos de opinião e crónicas).
  • Participação nas Raias Poéticas: Afluentes Ibero-Afro-Americanos de Arte e Pensamento 2024.
  • Autoria de 1 livro (textos e ilustrações) e coautoria em 8 antologias.

Nacionalidade: Portugal

Áreas científicas: Na Ordem do Dia (CDD artes e humanidades)

21 de novembro, de 11h30 às 13h00

Sala 2

Resumo da conferência

As profissões têm uma dimensão social para além da dimensão pessoal e da dimensão institucional. O profissional só consegue dignificar a profissão que exerce se a entender. A medicina dentária é uma profissão que incorpora ciência, técnica e ética aplicadas na arte de ser médico.

No campo das ciências médicas não basta ser tecnicamente competente, considera-se crucial ter em mente a relevância da aplicação dos princípios éticos do agir articulados com a natureza-alicerce da relação interpessoal.

Os avanços tecnológicos estão a mudar a maneira de fazer diagnóstico e tratamento, mas se por um lado se conseguem tratamentos da doença personalizados, por outro arrisca-se uma desumanização e o subsequente alheamento da singularidade, num perigar do superior interesse do paciente.

Nesta senda faz-se necessária a sensibilidade de observar o paciente além do contacto imediato estabelecido com a sua corporeidade. A medicina é um saber relacional assente num diálogo que respeita a singular representação bio-psico-sócio-cultural-espiritual em demanda do encontro da melhor decisão terapêutica.

Para colocar o paciente, e não a doença, no centro da medicina dentária há que buscar a complementaridade dos saberes. As artes, as humanidades, as ciências sociais e do comportamento permitem ao profissional uma melhor atenção, melhor comunicação, melhor reflexão sobre a própria prática clinica, maior tolerância à ambiguidade, melhor interpretação da situação do doente, e perspicácia no reconhecimento da vulnerabilidade – sua e do outro que em si confia.

Congresso da OMD 2024
Visão Geral da Privacidade

Este website utiliza cookies para que possamos proporcionar-lhe a melhor experiência de utilização possível. A informação dos cookies é armazenada no seu navegador e desempenha funções como reconhecê-lo quando regressa ao nosso website e ajudar a nossa equipa a compreender quais as secções do website que considera mais interessantes e úteis.