Jorge Leitão Santos
Prevenção e tratamento de mucosite associada à radiação: perspetiva do médico radioncologista
- Mestre em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.
- Assistente Hospitalar de Radioncologia na ULS Santa Maria – áreas de interesse: tumores da cabeça e pescoço, pulmão e hematológicos.
- Membro Efetivo da Direção do Colégio de Radioncologia da Ordem dos Médicos.
- Gestor da Qualidade do Serviço de Radioterapia da ULS Santa Maria.
- Docente Livre na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.
Nacionalidade: Portugal
Áreas científicas: Terapêutica
23 de novembro, de 09h00 às 10h15
Sala 1
Resumo da conferência
O tratamento de tumores da cabeça e pescoço está associado a efeitos secundários agudos e tardios de intensidade variável que, em muitos casos, comprometem severamente a qualidade de vida dos doentes.
A mucosite, processo fisiopatológico multifatorial caracterizado por inflamação e ulceração das mucosas, destaca-se entre estes efeitos, devido às consequências debilitantes para os doentes e para a sua compliance aos tratamentos. Clinicamente, caracteriza-se por dor, disfagia/odinalgia e risco aumentado de infeção, podendo conduzir a desnutrição e desidratação.
Neste sentido, têm sido estudadas várias estratégias de prevenção, com níveis diversos de evidência científica e de recomendação. Além dos cuidados de higiene oral, destacam-se a crioterapia, laser de baixa energia, uma molécula mimética da dismutase e um fator de crescimento dos queratinócitos, além de outras estratégias investigacionais.
As terapêuticas de suporte dirigidas aos doentes com mucosite induzida por radiação também são fundamentais para assegurar a tolerância aos tratamentos. É fundamental assegurar uma correta gestão da dor, preservar uma hidratação e nutrição adequadas, além do tratamento de eventuais processos infeciosos. Em fase de investigação para o tratamento da mucosite encontram-se, também, várias estratégias farmacológicas e não farmacológicas.