Inês Valente Ferreira
Endodontia baseada em evidência científica
- Professora Auxiliar Convidada na Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto.
- Diploma de Especialização em Endodontia pela Universidade de Valência.
- Investigadora no Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde (CINTESIS) da Universidade do Porto.
- Doutoramento em Medicina na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.
- Mestrado Integrado em Medicina Dentária na Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto.
- Membro da Sociedade Portuguesa de Endodontologia.
- Membro da Sociedade Europeia de Endodontologia.
Nacionalidade: Portugal
Áreas científicas: Endodontia
22 de novembro, de 14h30 às 15h05
Auditório B
Resumo da conferência
Esta apresentação pretende rever e trazer à discussão o conceito de prática clínica em endodontia baseada na evidência científica atual. Serão abordados conceitos amplamente aceites pelos investigadores e clínicos e temas sobre os quais não foi atingido consenso, sendo fundamental a discussão dos princípios subjacentes a cada um deles.
Ao longo dos tempos, publicações científicas, conferências, e position statements das sociedades científicas evidenciaram os princípios da terapêutica endodôntica, enfatizando por vezes mais a técnica, outras vezes priorizando a biologia. Recentemente, numerosas revisões sistemáticas e meta-análises emergiram versando múltiplos tópicos, procurando avaliar a eficácia e qualidade dos procedimentos endodônticos.
Tratamentos endodônticos minimamente invasivos ou terapia pulpar vital surgem com interpretações muito distintas, gerando controvérsia na sua concretização clínica. Analisar criticamente e aplicar racionalmente toda a informação científica que temos ao nosso dispor é fundamental, de forma a melhorar a qualidade e previsibilidade dos procedimentos endodônticos.
Estaremos seguros de estar a aplicar a melhor evidência científica nos procedimentos clínicos em endodontia? Quais os meios e equipamentos disponíveis para obter o melhor resultado? Em que nos baseamos para propor uma opção terapêutica em detrimento de outra? Como identificamos os fatores de prognóstico associados?
Estes serão alguns dos aspetos a abordar tentando perceber quanto temos evoluído e como poderá ser encarada a melhor evidência científica em endodontia, discutindo conceitos chave a ter em consideração na prática clínica atual.