A. Matos da Fonseca
Cirurgia ortognática atual para o ortodontista
- Licenciado em Medicina pela Faculdade de Medicina de Lisboa, 1971-1977.
- Especialista em Cirurgia Maxilo-Facial – Hospital de S. José, Lisboa.
- Diretor da Clínica da Face – Lisboa.
- Consultor de Cirurgia Maxilo-Facial do Hospital Pediátrico D. Estefânia – 1998-2003.
- Cirurgião no Hospital de Santa Maria – Porto.
- Diretor do “Máster de Cirugía Ortognática” – Universidad Francisco de Victoria – Madrid (Espanha), desde 2019.
- Diretor do “Face – Orthognatic Surgery – Hands-on Cadaver Lab” – Nova Medical School, Lisboa.
- Professor da Pós-graduação em Cirurgia Ortognática da Universidade Alcala e Hospital Ramón y Cajal – Madrid (Espanha).
- Fellow do Conselho Europeu de Cirurgia Maxilofacial – 1996.
- Coautor do livro: “Ortodontia e Cirurgia Ortognática” – Diagnóstico e Planificação – Editado em Espanhol, Português, Italiano e Inglês.
Nacionalidade: Portugal
Áreas científicas: Hands-on patrocinado (Orthosmile)
22 de novembro, de 09h30 às 18h00
Sala 2
Resumo da conferência
Um dos grandes aliciantes da planificação da terapêutica das deformidades dentofaciais é a impossibilidade de padronização dos procedimentos, atendendo à constante necessidade de os adaptar às necessidades e características multifatoriais de cada paciente.
O tratamento das deformidades dentofaciais tem sempre em vista a melhoria da estética facial, a correcção das anomalias funcionais presentes a nível oclusal, fonatório, mastigatório, articular e respiratório, a eventual reestruturação psicossocial e a prevenção do envelhecimento facial precoce, devendo ser, o seu impacto, positivo na satisfação global dos pacientes.
A base do tratamento assenta, essencialmente, na terapia ortodôntico-cirúrgica. Da mesma maneira que sem cirurgia não há solução para o problema, igualmente não há solução sem ortodontia, tendo em vista que o objetivo terapêutico passa pela obtenção, concomitantemente, de uma oclusão funcional estável.
Grande parte do êxito do problema passa, sem dúvida, pela qualidade da terapêutica ortodôntica efetuada. Se um bom resultado final depende da idoneidade da cirurgia efetuada, alguns objetivos estéticos e funcionais poderão ser postos em risco, se as arcadas dentárias não o permitirem, por preparação inadequada.
Os bons resultados da remodelação facial, mediante cirurgia ortognática, requerem sempre uma planificação detalhada.
A pressão exercida por alguns pacientes, que por razões de tempo e motivos económicos, se mostram pouco tolerantes ao tratamento ortodôntico prévio, pedindo uma antecipação da cirurgia ortognática, e a adoção, nos últimos anos, por alguns profissionais desta prática, como algo novo, moderno e aconselhável, são a maior razão para o tema da nossa conferência.
Passo a passo vamos referir aquelas que são as prioridades na preparação ortodôntica pré-cirúrgica, os princípios que esta deve perseguir, as consequências que decorrem da falta de rigor na sua execução e a definição do momento adequado para a intervenção cirúrgica.
Referimo-nos ainda a questões que paralelamente necessitam de solução – a presença de dentes inclusos, os arcos presentes no momento da cirurgia, os dispositivos ortodônticos complementares para a cirurgia e quem deve executar as placas guias cirúrgicas.