Cuidados de saúde oral de rotina em pacientes com paralisia cerebral - revisão sistemática

Póster de Revisão em Medicina dentária preventiva autoria de Eugenia Maria Petitto, Enrico Martini, Rafael Suares, José Frias-Bulhosa, Filipa Pinto de Oliveira e Otília Pereira Lopes

Autores
Author photo
Eugenia Maria Petitto Faculdade de Ciências da Saúde Universidade Fernando Pessoa
Enrico Martini Faculdade de Ciências da Saúde Universidade Fernando Pessoa
Rafael Suares
José Frias-Bulhosa Faculdade de Ciências da Saúde Universidade Fernando Pessoa
Filipa Pinto de Oliveira Faculdade de Ciências da Saúde Universidade Fernando Pessoa
Otília Pereira Lopes Faculdade de Ciências da Saúde Universidade Fernando Pessoa
Candidato a prémio

Introdução: A paralisia cerebral caracteriza-se por alterações nos movimentos voluntários e postura devido a distúrbios neurológicos ao nível do sistema nervoso central. Para os indivíduos afetados por esta condição, a saúde oral é um motivo de preocupação devido às limitações neuromusculares inerentes à paralisia cerebral. A sua saúde oral geralmente apresenta-se bastante precária e frequentemente dependente de cuidadores, caracterizando-se por uma elevada prevalência de lesões de cáries, doenças periodontais, má-oclusão e bruxismo.

Objetivo: O objetivo deste trabalho é responder à questão PICO “Qual o protocolo mais adequado para a manutenção de uma boa higiene oral em indivíduos com paralisia cerebral?”, procurando evidência científica que suporte medidas que, por um lado promovam uma melhoraria na qualidade de vida dos indivíduos afetados por esta condição e por outro permitam uma simplificação de tarefas aos familiares e cuidadores envolvidos nas rotinas de suporte diário.

Metodologia: O protocolo relativo à metodologia desta revisão sistemática encontra-se registado sob o número CRD42024537331 na plataforma PROSPERO e foi de encontro às guidelines PRISMA. Os critérios de inclusão utilizados na pesquisa elaborada foram os seguintes: estudos em humanos que tenham decorrido nos últimos 10 anos (2013-2023). Os critérios de exclusão: estudos in vitro e estudos clínicos não realizados em humanos. A pesquisa bibliográfica foi realizada nas seguintes plataformas: PubMed, EBSCO, B-ON e Web of Science, utilizando os seguintes MeSH Terms: “Cerebral Palsy” e “Oral Health Care”, com filtro de publicações dos últimos 10 anos. Análise intraobservador não realizada.

Resultados: Foram incluídos 9 estudos, totalizando um total de amostra de 657 participantes. Todos os artigos foram sujeitos a uma avaliação crítica metodológica, de acordo com as ferramentas Joanna Briggs Institute. Os resultados demonstram que a técnica de escovagem mais adequada para pacientes com paralisia cerebral é a horizontal, usando pasta de dente com flúor ajustada à idade do paciente, conforme recomendado pela Associação Americana de Odontopediatria. Adicionalmente, alguns autores demonstraram que a utilização de escovas elétricas combinadas com CHX 0,12% é eficaz e promove melhores índices de higiene oral. A utilização de escovas personalizadas, a formação e treino dos cuidadores são outros fatores que impactam positivamente o controlo de placa em indivíduos com paralisia cerebral.

Conclusão: O protocolo mais adequado para a manutenção de uma boa saúde oral em indivíduos com Paralisia Cerebral é a realização da técnica de escovagem horizontal duas vezes por dia, durante dois minutos, com a utilização de uma pasta dentífrica contendo flúor com concentrações que começam em 1000 ppm e se ajustam com base na idade do doente.

 

Póster, nº 46, 17h40, Hall dos Posters.

Congresso da OMD 2024
Visão Geral da Privacidade

Este website utiliza cookies para que possamos proporcionar-lhe a melhor experiência de utilização possível. A informação dos cookies é armazenada no seu navegador e desempenha funções como reconhecê-lo quando regressa ao nosso website e ajudar a nossa equipa a compreender quais as secções do website que considera mais interessantes e úteis.