Retratamento Endodôntico de Primeiro Molar Mandibular com Fratura Complicada da Coroa: Caso Clínico

Póster de Casos clínicos em Endodontia autoria de Joana Araújo Carvalho, Nuno Rodrigues dos Santos, Mário Rito, Isabel Beleza de Vasconcelos, Jorge Martins e António Ginjeira

Autores
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Joana Araújo Carvalho Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
Nuno Rodrigues dos Santos Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
Mário Rito Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
Isabel Beleza de Vasconcelos Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
Jorge Martins Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
António Ginjeira Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
Candidato a prémio

INTRODUÇÃO: Os dentes que necessitam de tratamento endodôntico estão frequentemente comprometidos estruturalmente devido a extensas lesões de cárie, traumatismos ou reabsorção radicular. A restauração pré-endodôntica é de extrema importância para avaliar a restaurabilidade da peça dentária antes de iniciar o tratamento endodôntico, sendo um passo imprescindível para obter um bom prognóstico. O objetivo deste trabalho é salientar a gestão de um caso com grande perda de estrutura coronária que, após avaliação de restaurabilidade, passou por retratamento endodôntico e reabilitação.

DESCRIÇÃO DO CASO CLÍNICO: Paciente de 46 anos, do género feminino, compareceu à clínica da pós-graduação de Endodontia, da FMDUL, devido a uma fratura coronária do dente 46. A paciente quis ter uma segunda opinião sobre a reabilitação, após lhe terem proposto a extração do referido dente. O exame clínico evidenciou que o teste à percussão foi negativo e profundidade de sondagem normal. O exame radiográfico e tomográfico evidenciou lesão periapical associada ao dente 46. O diagnóstico pulpo-periapical estabelecido foi dente previamente tratado com periodontite apical assintomática. O plano de tratamento proposto foi retratamento endodôntico, com posterior reabilitação fixa. Foi realizada restauração pré-endodôntica. A desobturação foi realizada com Reciproc R25, e efetuou-se permeabilidade apical com limas C-Pilot 8,10 e 15. A instrumentação foi efetuada com o sistema Protaper Ultimate. A irrigação foi realizada com hipoclorito de sódio 5,25% e ácido cítrico 10%, ativados sonicamente com Endoactivator. A obturação foi realizada com técnica de onda contínua de calor e o selamento intra-coronário com Filtek Supreme XTE Flow. Após conclusão do tratamento, foi realizada a reabilitação da peça dentária. A consulta de acompanhamento, após 1 ano, evidenciou que houve cura da lesão e que a paciente se encontrava assintomática.

CONCLUSÕES: A avaliação da restaurabilidade só deve ser efetuada após a remoção total das restaurações anteriores, cáries e tecido dentário não suportado. É também de extrema relevância se o dente é passível de tratamento endodôntico. Para tal, é necessário avaliar vários parâmetros, como a presença de fraturas, reabsorção, perfuração e outras complexidades no sistema de canais radiculares como obliteração, instrumentos separados e a sua proximidade de estruturas anatómicas adjacentes.

 

Póster, nº 4, 9h30, Hall dos Posters.

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