Influência do padrão craniofacial vertical na atratividade da face: análise de uma série de casos

Póster de Investigação clínica em Ortodontia autoria de Joana Isabel Gouveia, Joana Godinho, Luís Jardim, , e

Autores
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Joana Isabel Gouveia Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
Joana Godinho Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
Luís Jardim Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
Candidato a prémio

INTRODUÇÃO: A atratividade da face tem uma grande influência na interação social e na autoestima, com impacto no sucesso pessoal e profissional. O padrão craniofacial vertical é uma característica importante da face que pode ser modificada por ortopedia dos maxilares, tratamento ortodôntico e cirurgia ortognática. Apesar da influência dos componentes da face bem como do padrão sagital sobre a atratividade da face terem sido reportadas na literatura, existe ainda falta de investigação relativa à dimensão vertical da face.

OBJETIVOS: Determinar a relação entre a dimensão vertical da face, medida em telerradiografias de perfil e a atratividade da face avaliada de frente em repouso, de frente a sorrir e de perfil. MATERAIS E MÉTODOS: A atratividade da face de 24 indivíduos adultos com diferentes padrões craniofaciais verticais, antes do tratamento ortodôntico, vistos de frente em repouso, de frente a sorrir e de perfil, foi avaliada por 16 leigos, com recurso a uma escala visual analógica. Esta avaliação foi feita através de uma apresentação com fotografias dos pacientes nas três perspetivas. Para além do erro do método, foram determinadas a correlação não linear entre as medições da atratividade e as medições cefalométricas, para um nível de significância de 0,01. RESULTADOS: Foi registada uma forte concordância intra-observador. Na avaliação do erro sistemático, o mesmo revelou uma diferença na avaliação da face vista de perfil e na análise cefalométrica para a variável Ar-Go-Gn. Não se observou nenhuma correlação significativa entre as diversas variáveis cefalométricas e a atratividade. Houve, contudo, uma tendência próxima de significativa para haver uma correlação não linear, entre a atratividade da face em repouso e os ângulos ANB (p=0,069) e SNA (p=0,031); a face a sorrir e SNA (p=0,074), SNB (p=0,077) e NSGn (p=0,061); e entre a face de perfil e SNB (p=0,030) e a convexidade facial (p=0,086).

CONCLUSÕES: Não foram encontradas correlações significativas entre a atratividade da face de frente em repouso, a sorrir e de perfil e as variáveis cefalométricas que medem a dimensão vertical da face. Estudos futuros são aconselhados com um maior tamanho da amostra, de forma a que os extremos verticais das variáveis cefalométricas sejam incluídos e que a influência da dimensão sagital seja diminuída.

 

Póster, nº 35, 10h10, Hall dos Posters.

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