Prevalência e associação da hipervigilância e cinesiofobia com limiar de dor à pressão e movimentos mandibulares em pacientes com DTM
Póster de Investigação clínica em Oclusão, ATM e dor orofacial autoria de Pedro Cebola, Alexandre Mangabeira Hoppe, André Schneider Lourenço, Livia Mourão Costa Colombo, Tássia Tillemont e Giancarlo de La Torre Canales
Introdução: A articulação temporomandibular (ATM) é crucial para funções como mastigação e fala. Disfunções temporomandibulares (DTMs) afetam a ATM, músculos mastigatórios e estruturas associadas, influenciadas por fatores ambientais e psicológicos. DTMs são comuns, especialmente entre mulheres, devido a fatores hormonais e comportamentais. Clinicamente, caracterizam-se por dor, limitação de movimentos e ruídos articulares, impactando a qualidade de vida. A etiologia das DTMs é multifatorial, com fatores genéticos, psicossociais e ambientais. O modelo biopsicossocial auxilia na compreensão dessas disfunções. Fatores como hipervigilância e cinesiofobia são relevantes, influenciando a percepção da dor e a sensibilidade ao movimento, embora a literatura ainda seja limitada.
Objetivos: Avaliar a influência da hipervigilância e cinesiofobia no limiar de dor à pressão (LDP) e movimentos mandibulares em pacientes com Disfunção Temporomandibular (DTM).
Materiais e Métodos: Incluíram-se 225 dividios em dois grupos: grupo DTM (133) e grupo controlo (92). Foram aplicados os seguintes instrumentos validados: Diagnostic Criteria for Temporomandibular Disorders (DC/TMD), Pain Vigilance and Awareness Questionnaire (PVAQ), e Tampa Scale for Kinesiophobia/Temporomandibular Joint Disfunction (TSK/TMD). O LDP foi medido com um dinamômetro analógico nos músculos temporal e masseter e na articulação temporomandibular (ATM). Os movimentos mandibulares foram avaliados com uma régua milimétrica, específica para estas medições. Os dados foram analisados utilizando análise descritiva e o teste de U-Mann Whitney com nível de significância de 5%.
Resultados: Foi encontrada uma maior prevalência de mulheres no grupo de DTM (p<0,05). O grupo DTM apresentou maiores valores de cinesiofobia e hipervigilância, e menores valores de LDP na ATM e nos músculos temporal e masseter (p0,05). No subgrupo DTM dolorosa, o LDP foi significativamente menor no masseter e ATM, assim como os movimentos de abertura bucal e protrusão (p<0.05). Houve uma correlação positiva e significante entre hipervigilância e cinesiofobia (p<0,0001). Houve também uma associação significativa entre os níveis de hipervigilância e cinesiofobia com a amplitude dos movimentos mandibulares (p<0.0001)
Conclusão: A hipervigilância e a cinesiofobia estão associadas de forma inversamente proporcional o LDP em pacientes com DTM, assim como na diminuição da amplitude dos movimentos mandibulares.
Póster, nº 31, 9h30, Hall dos Posters.