Prevalência e associação da hipervigilância e cinesiofobia com limiar de dor à pressão e movimentos mandibulares em pacientes com DTM

Póster de Investigação clínica em Oclusão, ATM e dor orofacial autoria de Pedro Cebola, Alexandre Mangabeira Hoppe, André Schneider Lourenço, Livia Mourão Costa Colombo, Tássia Tillemont e Giancarlo de La Torre Canales

Autores
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Pedro Cebola 2. CUF Tejo Hospital, 1300-352 Lisboa, Portugal; 1. Egas Moniz Center for Interdisciplinary Research (CiiEM); Egas Moniz School of Health & Science, Almada, Portugal;
Alexandre Mangabeira Hoppe Instituto Universitário Egas Moniz
André Schneider Lourenço Instituto Universitário Egas Moniz
Livia Mourão Costa Colombo Instituto Universitário Egas Moniz
Tássia Tillemont Department of Functional and Structural Biology, Institute of Biology - Pain Studies Laboratory, State University of Campinas (UNICAMP), Brazil.
Giancarlo de La Torre Canales 1- Egas Moniz Center for Interdisciplinary Research (CiiEM); Egas Moniz School of Health & Science, Caparica, Almada, Portugal. 2 - Division of Oral Rehabilitation, Department of Dental Medicine. Karolinska Institutet, and the Scandinavian Network for Or
Candidato a prémio

Introdução: A articulação temporomandibular (ATM) é crucial para funções como mastigação e fala. Disfunções temporomandibulares (DTMs) afetam a ATM, músculos mastigatórios e estruturas associadas, influenciadas por fatores ambientais e psicológicos. DTMs são comuns, especialmente entre mulheres, devido a fatores hormonais e comportamentais. Clinicamente, caracterizam-se por dor, limitação de movimentos e ruídos articulares, impactando a qualidade de vida. A etiologia das DTMs é multifatorial, com fatores genéticos, psicossociais e ambientais. O modelo biopsicossocial auxilia na compreensão dessas disfunções. Fatores como hipervigilância e cinesiofobia são relevantes, influenciando a percepção da dor e a sensibilidade ao movimento, embora a literatura ainda seja limitada.

Objetivos: Avaliar a influência da hipervigilância e cinesiofobia no limiar de dor à pressão (LDP) e movimentos mandibulares em pacientes com Disfunção Temporomandibular (DTM).

Materiais e Métodos: Incluíram-se 225 dividios em dois grupos: grupo DTM (133) e grupo controlo (92). Foram aplicados os seguintes instrumentos validados: Diagnostic Criteria for Temporomandibular Disorders (DC/TMD), Pain Vigilance and Awareness Questionnaire (PVAQ), e Tampa Scale for Kinesiophobia/Temporomandibular Joint Disfunction (TSK/TMD). O LDP foi medido com um dinamômetro analógico nos músculos temporal e masseter e na articulação temporomandibular (ATM). Os movimentos mandibulares foram avaliados com uma régua milimétrica, específica para estas medições. Os dados foram analisados utilizando análise descritiva e o teste de U-Mann Whitney com nível de significância de 5%.

Resultados: Foi encontrada uma maior prevalência de mulheres no grupo de DTM (p<0,05). O grupo DTM apresentou maiores valores de cinesiofobia e hipervigilância, e menores valores de LDP na ATM e nos músculos temporal e masseter (p0,05). No subgrupo DTM dolorosa, o LDP foi significativamente menor no masseter e ATM, assim como os movimentos de abertura bucal e protrusão (p<0.05). Houve uma correlação positiva e significante entre hipervigilância e cinesiofobia (p<0,0001). Houve também uma associação significativa entre os níveis de hipervigilância e cinesiofobia com a amplitude dos movimentos mandibulares (p<0.0001)

Conclusão: A hipervigilância e a cinesiofobia estão associadas de forma inversamente proporcional o LDP em pacientes com DTM, assim como na diminuição da amplitude dos movimentos mandibulares.

 

Póster, nº 31, 9h30, Hall dos Posters.

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