Formação de biofilme de Streptococcus oralis em resinas dentárias produzidas por impressoras 3D recomendada pelo fabricante e genérica
Póster de Investigação pré-clínica em Biologia oral autoria de Beatriz Sona Cardoso, Neusa Marina Silva, Mariana Brito da Cruz, Rodrigo Cordeiro Malheiro, João Carlos Roque e Joana Faria Marques
Introdução: A impressão 3D é considerada uma alternativa comparável à fresagem para a produção de biomateriais através de CAD-CAM e tem-se tornado muito popular. No entanto, existem poucos estudos sobre a adesão microbiana a estes materiais, principalmente quanto ao tipo de material e tecnologia de impressão.
Objetivos: O objetivo deste estudo in vitro foi avaliar e comparar a formação de biofilme de Streptococcus oralis em diferentes resinas dentárias, produzidas através de uma impressora 3D recomendada pelo fabricante e uma impressora 3D genérica.
Materiais e métodos: Foram utilizadas três resinas NextDent (Denture 3D+, C&B MFH e Crowntec) para produzir espécimes nas impressoras NextDent 5100 (grupos ND, NC e NT, respetivamente) e Phrozen Sonic Mini 4K (grupos PD, PC e PT, respetivamente). A estirpe Streptococcus oralis CECT 907T (CECT) foi semeada nos discos em fase exponencial e cultivada a 37°C em condição anaeróbia. A adesão e crescimento bacterianos foram determinados após 1 hora (n=3 para cada grupo de estudo) e 24 horas de cultura (n=3 para cada grupo de estudo), através de Unidades Formadoras de Colónias (UFC) e Microscopia Eletrónica de Varrimento (FEG-SEM) a 1h (n=1/grupo de estudo) e 24h (n=1/grupo de estudo). A rugosidade de superfície foi avaliada através de perfilometria de contacto (n=3 para cada grupo de estudo). A análise estatística foi realizada com software SPSS (versão 28) e a comparação entre os grupos por ANOVA e testes post-hoc de Tukey (p< 0.05).
Resultados: Observou-se um aumento da adesão bacteriana de 1h às 24h de cultura em todos os grupos. À 1h de cultura, não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre os grupos. No entanto, às 24h de cultura, o grupo PT apresentou uma maior formação de biofilme, quando comparado com os grupos ND, NC, NT e PD (p<0.05). Os grupos produzidos através da impressora Phrozen apresentaram uma maior formação de biofilme, quando comparados aos produzidos através da impressora NextDent, às 24h de cultura (p<0.05). Não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre as diferentes resinas à 1h ou 24h de cultura. As imagens obtidas através de FEG-SEM confirmam os resultados obtidos por cultura. Não foram encontradas diferenças significativas em relação à rugosidade de superfície.
Conclusões: A utilização de diferentes impressoras pareceu influenciar a formação de biofilme de Streptococcus oralis, sendo que a impressora Phrozen Sonic Mini 4K revelou uma maior de formação de biofilme às 24h de cultura. É fundamental o desenvolvimento de novos estudos nesta área.
Palavras-chave: Desenho Assistido por Computador, Impressão Tridimensional, Biofilmes, Adesão Bacteriana, Resinas Sintéticas, Propriedades de Superfície
Póster, nº 22, 15h00, Hall dos Posters.