Segundo-molar com anatomia em “C”: a propósito de um caso clínico

Póster de Casos clínicos em Endodontia autoria de Ana Filipa Silva Marques, Nuno Rodrigues dos Santos, Sérgio André Quaresma, Jorge Martins, Karla Baumotte e António Ginjeira

Autores
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Ana Filipa Silva Marques Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
Nuno Rodrigues dos Santos Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
Sérgio André Quaresma Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
Jorge Martins Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
Karla Baumotte Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
António Ginjeira Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
Candidato a prémio

INTRODUÇÃO: A anatomia em C é um dos grandes desafios clínicos no tratamento endodôntico. Pode apresentar diferentes aspetos clínicos, sendo essencial um diagnóstico correto através de uma análise radiográfica e clínica detalhada, que permita a identificação e localização de todo o sistema de canais, facilitando a sua instrumentação e desinfeção. A presença de áreas divergentes e de comunicações entre os canais principais tende a dificultar a instrumentação e a obturação, tornando essencial a utilização de uma técnica de obturação adequada. Neste caso clínico, é relatado o tratamento endodôntico de um segundo molar maxilar esquerdo com um canal em C.

DESCRIÇÃO DO CASO CLÍNICO: Um paciente do sexo masculino, 59 anos, foi encaminhado para a pós-graduação de Endodontia para tratamento endodôntico do dente 27, onde havia sido iniciado um retratamento, mas não tendo sido possível obter permeabilidade em apical. O paciente apresentava algum desconforto neste dente há alguns meses, que aumentava com a mastigação. Apresentava resposta positiva à percussão, e o a radiografia periapical revelou a presença de uma extensa restauração prévia desadaptada em mesial e distal, a perda da crista óssea em mesial e a existência de uma fusão radicular, sendo impercetível o trajeto dos canais radiculares. Foi então solicitado um CBCT para avaliar a anatomia do sistema de canais radiculares, onde foi possível confirmar a fusão radicular e a presença de um canal em C tipo E2. Foi feito o diagnóstico de retratamento endodôntico previamente iniciado e periodontite apical sintomática do 27, e proposto o retratamento endodôntico com posterior reabilitação com recobrimento cuspídeo. No controlo de 1 ano, o paciente encontra-se clinicamente assintomático e sem sinais radiográficos de patologia periapical, havendo também recuperação da crista óssea em mesial.

CONCLUSÕES: Concluindo, com um bom diagnóstico e utilização de técnicas adequadas, é possível obter resultados clínicos favoráveis, mesmo em anatomias complexas como os canais em C.

 

Póster, nº 2, 9h10, Hall dos Posters.

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