Xantoma Verruciforme da Cavidade Oral – Caso Clínico

Póster de Casos clínicos em Patologia oral autoria de Brenda Coelho, Cayetana de Olazábal, Filipe Freitas, André Moreira, Helena Francisco e João Caramês

Autores
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Brenda Coelho Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
Cayetana de Olazábal Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
Filipe Freitas Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
André Moreira Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
Helena Francisco Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
João Caramês Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
Candidato a prémio

INTRODUÇÃO: O xantoma verruciforme é uma lesão de natureza benigna pouco comum, cuja etiologia permanece desconhecida, embora pareça constituir uma resposta ao trauma local ou inflamação crónica. Apresenta-se mais frequentemente na gengiva, língua ou palato duro, como um aumento de volume bem delimitado, com coloração rosa ou esbranquiçada e superfície papilar ou verrucosa. É, normalmente, uma lesão solitária, assintomática e de crescimento lento, não ultrapassando os 2 cm de diâmetro. Clinicamente, pode assemelhar-se a outras lesões, dificultando o seu diagnóstico. Histologicamente, caracteriza-se pela presença de hiperplasia do epitélio oral com numerosos macrófagos com inclusões lipídicas. O tratamento recomendado é a excisão cirúrgica conservadora, sendo a sua recidiva rara.

DESCRIÇÃO DO CASO CLÍNICO: Doente do sexo masculino, caucasiano, com 22 anos, recorreu a consulta de medicina oral devido a lesão na gengiva maxilar, assintomática, com surgimento há cerca de 3 anos. Nega antecedentes médicos pessoais ou familiares relevantes, bem como hábitos tabágicos ou alcoólicos, referindo apenas toma ocasional de montelucaste para controlo de alergias sazonais O exame intraoral revelou uma lesão exofítica única, localizada na gengiva correspondente à papila entre os dentes 23 e 24. Tratava-se de uma pápula, de base séssil, grosseiramente circular, com 6 mm no seu maior eixo, com bordos bem definidos e de consistência firme à palpação. A superfície papilífera era compatível com um papiloma escamoso de etiologia viral, embora a sua coloração amarelada fosse sugestiva de xantoma verruciforme. Foi realizada uma biópsia excisional, cujo exame anatomopatológico permitiu identificar a presença de numerosos macrófagos de grandes dimensões com citoplasma repleto de lípidos, confinados no tecido conjuntivo entre as cristas epiteliais, confirmando o diagnóstico de xantoma verruciforme. Nas duas consultas de controlo, após 3 semanas e 12 meses, respetivamente, foi observada uma boa cicatrização, não tendo sido documentada recidiva da lesão durante o período de acompanhamento do doente.

CONCLUSÕES: O xantoma verruciforme é uma lesão rara da mucosa oral. A sua aparência clínica pode assemelhar-se a diferentes lesões benignas, como o papiloma escamoso, o condiloma acuminado ou o granuloma piogénico, entre outras. No entanto, nalguns casos, pode mimetizar também lesões malignas, como o carcinoma pavimento celular ou verrucoso. Desta forma, o médico dentista deve conhecer esta entidade patológica, com diagnóstico histológico e tratamento cirúrgico.

 

Póster, nº 14, 12h10, Hall dos Posters.

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