Líquen Plano Atrófico – Caso Clínico

Póster de Casos clínicos em Patologia oral autoria de Ana Lúcia Pinto, Alícia Lima, Orlando Martins, Francisco Marques, e

Autores
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Ana Lúcia Pinto Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
Alícia Lima Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
Orlando Martins Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
Francisco Marques Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
Candidato a prémio

INTRODUÇÃO: O líquen plano é uma doença inflamatória crónica que afeta pele e membranas mucosas, incluindo a mucosa oral. A etiologia exata é desconhecida, mas fatores como infeções virais, stress e hipersensibilidade mediada por células têm sido sugeridos. A prevalência mundial é de cerca de 1.01%, sendo mais comum na África, Europa e América do Sul. A doença é caracterizada por seis subtipos clínicos: reticular, em placa, erosivo/ulcerativo, atrófico/eritematoso, papular e bolhoso, afetando frequentemente a mucosa jugal.

DESCRIÇÃO DO CASO CLÍNICO: Uma mulher de 63 anos foi referida à consulta de Medicina Oral devido a uma lesão eritematosa no palato duro. A paciente não apresentava patologias sistêmicas relevantes, exceto rinite alérgica, e não tinha hábitos alcoólicos ou tabágicos. Referiu hipotiroidismo controlado, estando a fazer terapêutica medicamentosa com Levotiroxina 50mcg id. Não relatou sintomas dolorosos relacionados com a lesão oral. No exame intra-oral, observou-se uma lesão eritematosa de 2 cm, indolor e não hemorrágica, localizada no palato duro. Foi realizada uma biópsia incisional, e as hipóteses diagnósticas incluíam líquen plano, eritroplasia e lúpus eritematoso. A biópsia foi enviada para análise anatomo-patológica. O diagnóstico diferencial incluiu várias condições, como por exemplo estomatite ulcerativa crónica, carcinoma espinho-celular e penfigoide mucomembranoso. A biópsia revelou epitélio malpighiano com acantose e paraqueratose sem atipia celular, infiltrado linfocitário no córion subjacente e linfócitos em exocitose epitelial. Foi diagnosticado líquen plano atrófico. O resultado foi transmitido à paciente. Na consulta subsequente, observou-se uma lesão branca no bordo lateral esquerdo da língua, também diagnosticada como líquen plano. Como a paciente estava assintomática, não foi prescrita terapêutica medicamentosa imediata, mas foi alertada para retornar à consulta caso surgissem sintomas para possível tratamento com corticosteroides tópicos. Foi realizada uma consulta de follow-up 4 meses após o diagnóstico. A paciente foi orientada a realizar acompanhamento semestral das lesões para monitorar possíveis alterações.

CONCLUSÕES: O líquen plano é uma doença inflamatória crónica com potencial risco de malignidade, destacando-se a importância de um diagnóstico diferencial preciso e acompanhamento contínuo. A educação do paciente sobre higiene oral adequada é crucial para minimizar a exacerbação dos sintomas. Foi obtido o consentimento informado da paciente para a realização da apresentação científica.

 

Póster, nº 13, 12h00, Hall dos Posters.

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