Tratamento Ortodôntico da Classe III Esquelética num Paciente Jovem- caso clínico

Póster de Casos clínicos em Ortodontia autoria de João Baptista, Beatriz Vaz Duarte, Gunel Kizi, Valter Alves, Ana Sintra Delgado e

Autores
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João Baptista Instituto Universitário Egas Moniz
Beatriz Vaz Duarte Instituto Universitário Egas Moniz
Gunel Kizi Instituto Universitário Egas Moniz
Valter Alves Instituto Universitário Egas Moniz
Ana Sintra Delgado Instituto Universitário Egas Moniz
Candidato a prémio

INTRODUÇÃO: A Classe III esquelética caracteriza-se por uma discrepância antero-posterior entre as bases ósseas que pode ser definida como um crescimento excessivo da mandíbula, um défice no crescimento maxilar ou a combinação de ambos. A sua etiologia é variada, podendo resultar de fatores genéticos e/ou ambientais. O tratamento da má oclusão de Classe III em pacientes em crescimento, deve ser realizado assim que esta seja diagnosticada, com o objetivo de redirecionar o crescimento ósseo, evitando que esta discrepância se torne permanente. Uma das possíveis terapêuticas consiste no uso da Máscara Facial, que promove a protração maxilar através da aplicação de forças sobre as suturas circunmaxilares, estimulando a aposição óssea nessas zonas.

DESCRIÇÃO DO CASO CLÍNICO: Paciente do sexo masculino, com 13 anos de idade, compareceu na consulta de Ortodontia com o motivo de consulta: “o maxilar inferior vem mais para a frente” (sic, mãe). Apresentava-se no final da dentição mista, com mordida cruzada anterior, bem como um perfil reto compatível com a classe III esquelética, identificada no exame radiográfico. O principal objetivo de tratamento foi corrigir a mordida cruzada anterior, melhorando a relação esquelética, seguida do alinhamento e nivelamento dentário. Foi utilizado Disjuntor e Máscara Facial numa primeira fase do tratamento ortodôntico, e posteriormente aparatologia fixa bimaxilar. Após 24 meses de tratamento, foi possível corrigir a mordida cruzada anterior, melhorando a estética do perfil e o sorriso do paciente, mantendo-se os resultados estáveis 6 meses depois.

CONCLUSÕES: O uso de forças ortopédicas através da máscara facial permite o avanço da maxila e, consequentemente, a diminuição da discrepância esquelética e dentária. Assim, torna-se possível melhorar a função oclusal, bem como a estética facial, e ainda minimizar a necessidade de cirurgia ortognática em determinados casos. Neste caso, a máscara facial preveniu alterações progressivas e irreversíveis dos tecidos moles e duros, simplificando também uma segunda fase do tratamento ortodôntico.

 

Póster, nº 12, 11h50, Hall dos Posters.

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