Avaliação de características de implantes após implantoplastia: Estudo in vitro

Comunicação oral de Investigação pré-clínica em Implantologia autoria de Diogo Banaco, João Carlos Ramos, Carolina Varela, Orlando Martins, e

Autores
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Diogo Banaco Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
João Carlos Ramos Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
Carolina Varela
Orlando Martins Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
Candidato a prémio

A peri-implantite, condição associada ao biofilme dentário que afeta os tecidos à volta dos implantes dentários, é caracterizada por inflamação e perda óssea progressiva. A sua etiologia é multifatorial, sendo que uma higiene oral deficiente, história prévia de doença periodontal e a falta de visitas de manutenção foram identificados como fatores de risco. A rugosidade da superfície do implante também pode influenciar a progressão desta patologia e a eficácia do tratamento. A implantoplastia, envolve o alisamento das superfícies rugosas dos implantes para reduzir a colonização bacteriana. Esta técnica pode provocar complicações mecânicas, como a fratura ou deformação, bem como complicações biológicas. O objetivo primário é avaliar o impacto da implantoplastia na resistência do implante à fratura através de testes de compressão. Como objetivo secundário pretende-se determinar a quantidade de estrutura removida em cada implante e avaliar possíveis correlações com a resistência à fratura. Vinte e seis implantes (Conical Bioneck TRI RP 4.3x13mm, DÉRIG, Brasil) foram divididos em dois grupos: (Grupo Teste: n=13) e (Grupo Controlo: n=13). No Grupo Teste, todos os implantes foram scaneados antes e após a realização de implantoplastia, para determinar a redução de volume. Com o uso de um paquímetro digital, foi determinada a redução de diâmetro antes e depois do referido procedimento. A implantoplastia foi realizada utilizando uma sequência de brocas (broca cilíndrica de tamanho 150μm > broca diamantada fina de tamanho 45μm > polimento final com pedra de Arkansas). Finalmente, ambos os grupos foram submetidos a testes de compressão, avaliando a força máxima suportada por cada implante antes de ocorrer algum tipo de falha. A forma dessa falha foi caracterizada. Pilares de cicatrização (4.3mm x 5 mm TRI, EXAKTUS®, França) foram aparafusados a cada implante. Todos os implantes foram submetidos a teste de carga estática (AG-IS, SHIMADZU, 10kN), seguindo as normas ISO (14801:2016). Cada implante foi colocado num suporte que permitiu que ficasse a 30° ± 2º do seu eixo longitudinal. A força de compressão foi aplicada verticalmente, a uma velocidade de 1mm/min. O teste foi interrompido quando ocorreu fratura completa ou se verificou um deslocamento de 5 mm. A diferença intergrupo foi avaliada com o Teste t de Student (p<0,05). Para o Grupo Teste, o grau de correlação entre a redução de volume e a resistência, bem como entre a redução de diâmetro e a resistência, foi avaliado utilizando o coeficiente de correlação de Pearson (p0,05) ou a redução do diâmetro e a força máxima (correlação de Pearson 0,523; p >0,05).

 

Comunicação oral, nº 9, 12h50, Sala 1.

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